sábado, 26 de maio de 2018
Educação
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Estudantes vão à Justiça: sem acordo, greve da UEPB pode entrar para o 6º mês

Fernanda Figueirêdo e Wênia Bandeira / 14 de novembro de 2015
Foto: Assuero Lima
Os alunos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) estão sem aulas há quatro meses e 26 dias. Após uma reunião de quase três horas com o governador, que não sinalizou aumento de salários, o comando de greve marcou uma assembleia para discutir o fim do movimento, na segunda-feira. Os estudantes se adiantaram e pediram ao Ministério Público que peça que a Justiça decrete a ilegalidade do movimento, mas Ricardo Coutinho pediu ontem que o procurador adie o pedido à Justiça até a assembleia dos docentes. A revolta dos estudantes é saber que os professores continuam recebendo os salários para ficar em casa por quase cinco meses.

“Cinco meses sem aula, mais de R$100 milhões jogados no lixo, para que a Lourdes e o Nelson tivessem um grande encontro com o Governador do Estado. Esse encontro teve o custo para a população pagante de 100 milhões de reais. Existe um jogo de força entre sindicato e Estado, é uma luta muito mais política que acadêmica. Os professores estão recebendo e os alunos ficando cada vez mais prejudicados”, disse a professora doutora integrante do corpo docente da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Silvana Santos, que também luta junto aos estudantes e pede o fim da greve que se estende desde o dia 19 de junho.

O estudante de Direito da UEPB e presidente do Centro Acadêmico do curso, Alisson Araújo, ressaltou que existem dois processos em tramitação no Ministério Público da Paraíba pedindo o decreto de ilegalidade do movimento e, consequentemente, o fim da greve, um solicitado pelo CA de Direito e outro pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).

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