domingo, 19 de maio de 2019
Educação
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Creches ficam sem aulas pela falta de água em Campina Grande

Wênia Bandeira / 20 de março de 2019
Foto: Esildo Filho
Os serviços municipais de Campina Grande foram prejudicados pela falta de água nessa terça-feira (19). O turno da manhã não teve aulas em dez creches e duas escolas da rede e deixou as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em alerta. O abastecimento de água passou por problemas em nove cidades após um incêndio ocorrido semana passada, na subestação da Cagepa, e a empresa foi autuada pelo Procon.

Segundo a secretária municipal de Educação, Iolanda Barbosa, as instituições solicitaram fornecimento de carros pipa e receberam durante a tarde dessa terça-feira (19). “Todas tem caixas de água ou cisternas para armazenar o necessário, dessa forma o funcionamento está garantido nos dois turnos até o fim da semana”, afirmou.

Ela explicou que a demanda nas creches é maior em comparação com as escolas de ensino fundamental, por isso o número superior. “Como creche é tempo integral, conta com banho das crianças e lava as roupas, a quantidade de água utilizada é maior. Para se ter uma ideia, uma creche com 200 crianças tem consumo de água proporcional a escola com 1.200 estudantes”, afirmou. Campina conta com 109 escolas e 29 creches.

Já nas UBSs, o momento é de atenção para não precisar paralisar os atendimentos. O gerente de Atenção Básica da Secretaria de Saúde, Miguel Dantas, disse que caso o fornecimento não seja normalizado até o fim da semana, as pessoas não poderão contar com os postos. “Por enquanto, estamos abastecendo as cisternas das unidades com carros pipa, mas isso tem um limite. Não poderemos manter assim por muito tempo”, contou o gerente. Ele ainda salientou que os hospitais e maternidade estão com os serviços mantidos.

“Alguns lugares tem fonte de água, como o Hospital Pedro I, que tem um poço artesanal, mas ele não está cheio. Em vez de estarmos tirando, estamos precisando abastecer este poço”, falou Miguel Dantas.

A Secretaria de Saúde está comprando de cinco a dez mil litros de água por dia, além das necessidades pontuais. “Existem aparelhos que precisam de água para funcionar, por exemplo, a hemodiálise, que precisa de água destilada. Nós temos destilador que está funcionando e pode ser substituído por compra da água já destilada”, explicou.

Racionamento. A cidade foi dividida em duas áreas pela Cagepa para que o abastecimento. Nessa terça-feira (19), a empresa informou que o fornecimento começou a ser feito para a área 1, às 8h, e seguiu até as 20h, mas muitos moradores declararam que a água só começou a chegar de noite e estava suja.

“Eu estava contando com esta água para tomar banho e ir trabalhar. Como a água não chegou, precisei usar água mineral para me limpar. Então vim na hora do almoço para tentar me banhar e continuava sem água”, contou a moradora do bairro da Liberdade, Edileuza Sobreira.

O abastecimento estava programado para acontecer a partir das 2h da manhã de hoje para a área II mas, até o fechamento desta matéria, não havia a confirmação se estava normalizado neste bairros.

Cagepa autuada. A falha no serviço da Cagepa levou o Procon a autuar a empresa por má prestação. De acordo com o assessor jurídico do Procon, Raymundo Asfora Neto, a Cagepa poderá ainda apresentar defesa, mas isso não deverá retirar sua culpa.

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