sábado, 05 de dezembro de 2020

Educação
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‘Conversa sobre o ponto e vírgula’ é o tema da coluna de João Trindade

João Trindade / 31 de dezembro de 2017
Foto: Rafael Passos
Conversa sobre o ponto e vírgula

Nunca é demais falar sobre o ponto e vírgula; por isso, voltamos ao tema.

Vocês perceberam como anda desprezado tal sinal? Só que ele é fundamental; e a falta dele faz com que se embaralhem as ideias no texto e o leitor precise voltar, diversas vezes, a leitura do parágrafo; quando este não fica totalmente ininteligível. É bom, portanto, voltarmos a dar atenção a tal sinal, ora tão “escanteado”.

O que é ponto e vírgula e quando se usa?

São poucas as “regras” relativas ao uso do ponto e vírgula. Na verdade, aprende-se o uso desse sinal praticando a leitura; principalmente, em voz alta.

O ponto e vírgula é uma pausa um pouco longa (maior do que a da vírgula e menor do que a do ponto) e que representa continuidade de pensamento. Ou seja: você dá uma pausa um tanto longa, mas continua o mesmo pensamento, como no exemplo:

Aqueles que não leem pagam caro a certa altura da vida; infelizmente, só muito tarde é que vão perceber isso.

Usa-se o ponto e vírgula:

1.Para separar orações coordenadas, quando elas são um tanto quanto longas:

Saiu do partido por considerá-lo obsoleto, não cumprir o programa, ter práticas antidemocráticas; como também, por se sentir isolado dentro dele.

2.Para separar orações coordenadas que, no interior, já estão  isoladas por vírgula:

Dos regionalistas de 30, podemos destacar Graciliano Ramos, autor de “Vidas Secas”; Jorge Amado, autor de “Terras do Sem Fim”; José Lins do Rêgo, autor de “Fogo Morto” e Raquel de Queirós, autora de “O Quinze”.

3.Para separar ideias que indiquem contraste, enfatizando-o:

A sociedade é, impiedosamente, injusta: de um lado, os muito pobres e miseráveis; de outro, os ricos e abastados.

4.Para separar itens de um texto de lei:

“A República federativa do Brasil (...) tem como fundamentos (...):

I – a soberania;

II – a cidadania;

III – a dignidade da pessoa humana;

IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V –  o pluralismo político.

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*Recebo “e-mail” do leitor Gílson Luís, comerciante no ramo de carnes, nas feiras do Bairro dos Estados e Jaguaribe, dizendo que adorou nossa crônica sobre Papai Noel. Obrigado.

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*Agradeço aos leitores por mais um ano de convivência; à direção do Correio; à editora geral (e conterrânea), Sony Lacerda, e às editoras setoriais: Lilian Moraes (impresso) e Nice Almeida (online).

Feliz 2018!

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