quarta, 24 de fevereiro de 2021

Educação
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Confira a coluna ‘Língua e Linguagem’ do Professor Trindade desta semana

João Trindade / 27 de agosto de 2017
Foto: Divulgação
Escrever bem é ser simples, claro, direto e objetivo. Já dizia o mestre Drummond: “Escrever é cortar palavras”; ou, como diria o mestre Graciliano, escrever é “rasgar, rasgar e... rasgar”!

DICASFUNDAMENTAIS



  1. Escrever bem é ser simples, claro, direto e objetivo.


  2. Evite parágrafos e períodos longos; prefira os curtos.


  3. Prefira a coordenação à subordinação.




Ex.:

Embora estivesse cansado, o rapaz tinha a certeza de que chegaria lá. (subordinação).

Melhor redação:

O rapaz estava cansado, mas tinha certeza: chegaria lá. (coordenação).

LEMBRE-SE:

Quanto mais longo for um parágrafo (ou o período), mais há a possibilidade de errosgramaticais; sobretudo na pontuação, e o texto se tornará abusivo (às vezes, incompreensível!) para o leitor.



  1. Prefira a ordemdireta da frase. Por que dizer: “Ao cemitério, ontem, foi toda




a família”, se você pode dizer: “Toda a família foi ao cemitério, ontem”?



  1. Não abuse do quê (observe que não estamos dizendo para você não usar o quê; mas sim, para não abusar!), nem dos adjetivos.




Observe esta frase, deveras ridícula:

“Aquela linda e bela moça morava numa enorme e maravilhosa mansão que ficava localizada na praia de Tambaú”.

Por que não dizer:

“Aquela moça morava numa mansão localizada em Tambaú?”

Mas se você fizer questão de adjetivar, por que não dizer:

“Aquela bela moça morava numa agradável mansão localizada em Tambaú?”

Gente! O adjetivo é feito para qualificar, e não para enfeitar a frase.

Por exemplo:

Por que dizer:

“Um belo dia, ela resolveu sair de casa”? Por que o belo? belo, aí, nãoqualifica; é uma expressão inútil.

O mesmo não se afirme, quando você diz: “Que bela moça; parece uma atriz!” Aí, sim, o adjetivo (belo) está qualificando.



  1. Corte pronomes retos e possessivos. Os primeiros normalmente já estão implícitos na desinência verbal; os segundos devem ser evitados, sobretudo o possessivo “seu”, que, muito frequentemente, dá ambiguidade à frase.




Ex.: “João convidou Pedro para estudar em sua casa”. Na casa de quem? De João ou de Pedro?



  1. Antes de começar qualquer texto, organizeasideiasnacabeça, antes de passá-las para o papel, obedecendo à velha (mas eficaz!) fórmula: introdução, desenvolvimento e conclusão.




Imagine a seguinte situação: Você vai pedir aumento ao patrão. Claro que, enquanto o espera, você vai organizar as ideias, antes de falar, não vai? A mesma coisa, portanto, deve fazer quando for redigir um texto: é necessário organizarasideiasnacabeça, antes de passá-las ao papel. Quem redige tem que, no mínimo, saber comovaicomeçare como vai terminar!

Extraído do meu livro “A Língua no Bolso”. Editora Leya/Alumnus, 3ª Ed. Pp.93 a 96.

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