quinta, 04 de março de 2021

Educação
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‘Choro, brilho e poesia’ é o novo artigo do professor João Trindade

João Trindade / 03 de setembro de 2017
Foto: Rafael Passos
Choro, brilho e poesia

“Não se chora apenas de tristeza, mas também de alegria”. Assim comecei meu agradecimento à cidade de Piancó – terra em que nasci – pela significativa e emocionante homenagem que me prestou, dando meu nome ao prêmio do “I Concurso Talentos Brasileiros de Poesia” (Prêmio João Trindade Cavalcante).

O concurso, promovido pelo Educandário Américo Mesquita, foi em nível nacional e englobou participantes de quase todos os estados do Brasil; a exemplo de Rio de Janeiro, São Paulo (interior e capital), Paraná, Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco, Ceará, entre outros.

Na ocasião, houve apresentação de música, dança, teatro e – quase me matavam de emoção! – um recital poético com dois poemas meus: “Elegia” e “Canção Nordestina”; apresentados por alunas do educandário.

Na ocasião, houve, também, por parte de uma aluna, a interpretação dos poemas, já que a temática tem íntima ligação com a cidade e minhas raízes (o primeiro) e com a região e o povo brasileiros (o segundo).

Não pude deixar – é claro – de lembrar cenas alegres e tristes – porém emocionantes – da minha curta vivência lá, já que saí da cidade com apenas cinco anos de idade, tendo migrado para Patos e, posteriormente, aos 14, para João Pessoa.

Por motivos óbvios, já que o primeiro poema em questão se referia à morte do meu pai, destaquei mais o nome deste, o que não tira – é óbvio – a importância da minha mãe e a eterna saudade dela; também retratada por mim em outros poemas, a exemplo de “O Bolo de Caco”.

O mais importante mesmo da noite foi a impressionante participação dos jovens do colégio no evento (havia três categorias: duas para alunos do colégio (fundamental e médio, respectivamente) e uma para qualquer brasileiro), com muito bons poemas, o que prova que a poesia não morreu e não morrerá e que “é necessária”, no dizer de Rubem Braga.

Como idealizador do concurso, não morrerei, porque deixei plantada, na cidade, a eternidade da poesia e o meu amor a ambas, uma forma (é claro!) de eterno renascer.

(Deixo minha gratidão a todos os que fazem o colégio; especialmente a Branca Claudino de Mesquita:uma verdadeira professora e educadora; que me deu todo o apoio na empreitada; bem como aos amigos Aurea Cristina Barros e Edivaldo Leite Caldas Jr., que me “ciceronearam” na cidade).

RESULTADO OFICIAL

I CONCURSO TALENTOS BRASILEIROS DE POESIA

Prêmio João Trindade Cavalcante

Premiação: troféu e livro

CATEGORIA 3 (qualquer brasileiro)

1º lugar: O que Restou – 8,8

Paulo Cezar Tórtora

Rio de Janeiro – RJ

2º lugar: A Insensibilidade das Nuvens – 8,5

Rômulo César Lapenda de Melo

Recife – PE

3º lugar: Fora de Área –  7,0

Carlos Alberto de Assis Cavalcante

Arcoverde – PE

CATEGORIA 2 (alunos do colégio – ensino médio)

1º lugar: Clichês em Telas – 7,5

Miriã Raquel da Silva Curinas

2º lugar: Amor Banal – 7,0

Ellen Janiellly Lacerda da Silva

3º lugar: Resquícios do Passado: 5,5

Sárvia Rebeca B. Galdino

CATEGORIA 1 (alunos do colégio – ensino fundamental)

1º lugar: Sem Preconceito – 7,0

Jayslana Kelly Loureiro Rufino Araújo

2º lugar: Dificuldade – 5,7

Amanda Pereira Marçal Jerônimo Leite

3º lugar: O Boto – 5,5

José Allyson Inocêncio da Silva

Julgadores:

João Trindade – Poeta, advogado e radialista; ex-editor do suplemento literário de “A União”: “Correio das Artes”.

Branca Claudino – Professora de Português no Educandário Américo Mesquita

Aurea Cristina Barros – jornalista; cultora e amante das “artes”.

 

 

 

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