domingo, 19 de maio de 2019
Educação
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Aula de português do professor Trindade é sobre ‘orações’

João Trindade / 10 de fevereiro de 2019
Foto: Arquivo
Curso Prático de Português, em 22 lições

Lição nº 6: ESTUDO DAS ORAÇÕES (II) – As coordenadas

Na lição passada, estudamos a caracterização do período composto e as orações subordinadas. Agora, trataremos das coordenadas.

Conforme já dissemos na lição passada, o período composto por coordenação é aquele cujas orações não exercem função sintática, umas em relação às outras.

Tais orações podem ser sindéticas ou assindéticas, conforme exijam, ou não, a presença de conjunção (chamada coordenativa), ou não, respectivamente.

ASSINDÉTICAS:

Não exigem a presença de conjunção.

A moça faz musculação, dança, terapia; é, realmente, dinâmica.

Todas as orações do período citado são coordenadas assindéticas.

SINDÉTICAS

Exigem a presença de uma conjunção coordenativa. São classificadas conforme o tipo de conjunção que as introduz. Podem ser:

1.Aditivas

Dão ideia de soma ou de continuidade de pensamento.

As principais conjunções aditivas são: e; bem como; nem (= e não); tampouco; como também; mas também, etc.

Ele trabalha e estuda.

Ele não só escreve bem, mas também edita.

Ela não trabalha nem (= e não) estuda.

Ele não trabalha; tampouco, estuda.

ATENÇÃO!

Nem sempre a conjunção e é aditiva; pode ser adversativa, quando der ideia de contrariedade; nesse caso, a conjunção e equivale amase será, obrigatoriamente, antecedida de vírgula, como no exemplo:

Estudou tanto, e não passou. (= Estudou tanto, mas não passou).

Perceba a presença da vírgula antes da conjunção e.

Note que a oração e não passou dá ideia de contrariedade; portanto, é adversativa. Diferentemente de:

Estudou muito e passou.

Nesse segundo exemplo, e passou é aditiva. Note que não houve vírgula antes da conjunção e.



  1. Adversativas




Dão ideia de oposição ou contradição, em relação à oração anterior.

São iniciadas por conjunções adversativas: mas; porém; contudo; todavia; no entanto; entretanto, etc.

Estudou muito, mas não passou.

Ele sempre se dedicou muito à empresa; no entanto, foi dispensado.

Ele sempre se dedicou muito à empresa, mas foi dispensado.

Ele sempre se dedicou muito à empresa;entretanto, foi dispensado.

ATENÇÃO

Não se deve dizer: Mas no entanto; no entretanto, porque constitui pleonasmo vicioso; é o mesmo que dizer “subir pra cima” e“descer pra baixo”.

3.Alternativas

Dão ideia de alternância. São iniciadas por nem (...) nem; ou (...) ou; ora (...) ora; quer (...) quer (...); Já (...) já.

Exemplos:

Nem chove, nem faz sol.

Ora chove, ora faz sol.

A verdade o alcançará; quer ele queira, quer não.



  1. Conclusivas




Dão ideia de conclusão, em relação à oração anterior. São iniciadas pelas seguintes conjunções: portanto; por isso; então; logo; pois (= portanto); por conseguinte, etc.

Ele fez muita besteira; por isso, será castigado.

Aquele amigo me traiu; portanto, jamais o perdoarei.

Ela me traiu; não a perdoarei, pois.

Faltou muito ao trabalho; por conseguinte, perderá o emprego.



  1. Explicativas




Dão uma ideia de explicação, em relação à oração anterior. São iniciadas pelas conjunções porque; que (= porque); já que; visto que, etc.

Não vá à festa, porque haverá briga.

Não faça barulho, que estou estudando.

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