terça, 22 de outubro de 2019
Educação
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Após corte de recursos, Universidades Federais têm risco de parar

Katiana Ramos / 10 de julho de 2019
Foto: Assuero Lima
As universidades Federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG), continuam com o risco de pararem de funcionar a partir do próximo mês de setembro. O motivo é que as duas instituições, assim como outras 63 em todo o país, aguardam a liberação dos recursos do governo federal para o custeio dos serviços e atividades que sustentam as unidades.

Com um custo médio mensal de R$ 13 milhões, a UFPB já cortou o pagamento de bolsas de iniciação científica, monitoria e de alguns projetos de extensão, segundo informou a reitora da instituição, Margareth Diniz. No entanto, ela garante que os programas de assistência estudantil continuam garantidos, pelo menos, até setembro.

“A universidade já chegou ao seu máximo de contenção de gastos. Enquanto esperamos que haja o descontingenciamento de parte da verba, nós estamos buscando outras alternativas, como opções de energia fotovoltaica. Mas, decidimos que não vamos cortar os serviços que são importantes para a comunidade”, destacou Margareth Diniz.

Segundo ela, a direção da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) está na tentativa de reverter o contingenciamento dos recursos que seriam repassados às universidades. “A LOA foi aprovada em 2018 e estamos trabalhando conforme o que foi autorizado. É por meio desses recursos que nós garantimos os programas de assistência estudantil, o pagamento de bolsas de graduação e pós-graduação, materiais para laboratórios e insumos para o funcionamento das universidades”, comentou a reitora da UFPB.

Na UFCG, a situação é a mesma. De acordo com o reitor da instituição, Vicemário Simões, somente o custo de energia elétrica da instituição, de todos os campi, chega a média anual de R$ 10 milhões. Ele destacou ainda que há ainda alguns prédios da instituição precisando de reparos. Contudo, as reformas e serviços preventivos não estão autorizados. “Se 48% dos recursos que seriam liberados - 70% - forem desbloqueados agora em julho, nós temos verba para funcionar até setembro. Depois disso, não há condições. Além disso, um problema grave que pode acontecer é a evasão porque nós temos muitos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica que não têm como se manter na universidade sem bolsas e auxílio estudantil”, lamentou o reitor.

Acompanhamento. Partidos e a Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais negociaram com o governo o descontingenciamento de R$ 1 bilhão de suplementação e de R$ 1,5 bilhão da reserva de contingência para a Educação, como condição para aprovação do PLN 4/2019.

Os reitores das universidades federais estão mantendo contato com os parlamentares de suas bases estaduais para, da mesma, forma, lembrar o acordo firmado no Congresso Nacional com a base do Governo.

"A universidade já chegou ao seu máximo de contenção de gastos. Enquanto esperamos que haja a liberação de parte da verba, nós estamos buscando outras alternativas, como opções de energia fotovoltaica. Mas, decidimos que não vamos cortar os serviços que são importantes para a comunidade." falou a reitora da UFPB, Margareth Diniz.

UFCG publica chamada do Sisu

Foi publicada, nessa terça-feira (9), a quarta chamada da lista de espera no Sistema de Seleção Unificado (SiSU) para vagas remanescentes na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Estão sendo convocados 229 candidatos.

O cadastramento deverá ser realizado nesta quinta e sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h, na coordenação do curso para qual o estudante foi classificado. O procedimento é obrigatório para garantir a vaga na UFCG e deverá ser feito presencialmente pelo candidato ou por procuração.

Matrícula. Na terminologia oficial da UFCG, cadastramento e matrícula são procedimentos diferentes. O cadastramento é o procedimento por meio do qual o candidato classificado se torna aluno da UFCG. Já a matrícula é o procedimento por meio do qual o aluno define as disciplinas que irá cursar em cada período letivo.

A matrícula em disciplinas dos alunos ingressantes também é obrigatória e deverá ser realizada no dia 29 de julho, também na coordenação do curso para o qual foi selecionado. As aulas do Período 2019.2 terão início no dia 6 de agosto.

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