quarta, 20 de novembro de 2019
Educação
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Antiga Central de Polícia sediará escola de artes; vizinhos dizem que área é insegura

Bárbara Wanderley e Katiana Ramos / 30 de novembro de 2017
Foto: Rafael Passos
“Não sei como os bandidos não invadiram esse prédio ainda, acho que porque tem dois agentes que tomam conta e não deixam”. O desabafo é da aposentada Maria Andrade, que mora há 70 anos próximo ao prédio da antiga Central de Polícia, no Varadouro, em João Pessoa. Outros moradores e comerciantes da área também relataram a situação de insegurança nos arredores do prédio, que dará lugar a Escola Técnica Estadual de Artes do Brasil. O anúncio da licitação para a reforma da estrutura foi feito nesta quarta-feira (29) pelo governador do Estado.

Por estar próximo ao Terminal de Integração do Varadouro e à Rodoviária, a área do entorno da Central de Polícia concentra grande fluxo de transeuntes e veículos. No entanto, o medo de assalto ou de ser vítima de outros atos de violência acompanha quem mora, trabalha ou passa nesse trecho do Centro da cidade. Por exemplo, os comerciantes do Mercado Modelo e os lojistas vizinhos ao prédio da antiga Central.

“A segurança vai ficar melhor, aqui de vez em quando tem assalto, já teve até arrastão. À noite fica tudo escuro”, disse a comerciante Neide Barbosa, na esperança de melhorias na área com a implantação da nova escola. Outro comerciante que conhece bem a movimentação no entorno da Central, Silvio Alex da Silva também está otimista quanto à nova ocupação do prédio. “Pelo menos está ocupando com alguma coisa, vai ser melhor”.

Por conta da criação da Escola Técnica de Artes no prédio da antiga Central, que ficou desocupado por dois anos, o policiamento na área também será modificado, segundo explicou o comandante da 5ª Companhia de Polícia do 1º Batalhão da Polícia Militar, Luiz Alberto Sena.

“Vamos fazer um reestudo da dinâmica do local, já que vai funcionar uma escola o fluxo de pessoas será bem maior. Já temos em funcionamento, desde 24 de outubro, da Unidade de Policiamento Ostensivo (UPO), entre o prédio da antiga Central e a área da antiga cracolândia e percebemos que as situações de criminalidade, como roubo e crimes contra a pessoa, têm diminuído”, explicou o capitão. Ele adiantou ainda que no ano que vem a UPO ganhará instalações físicas no mesmo local onde funciona, de maneira adaptada em um ônibus de monitoramento.

Além da unidade, o capitão informou que atualmente o policiamento no entorno da Central é feito diariamente por 10 policiais em motocicletas, viaturas e a pé.

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