quarta, 14 de novembro de 2018
Educação
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Alunos pedem mais práticas e tecnologia nas escolas

Bruna Vieira com assessoria / 25 de setembro de 2016
Foto: ASSUERO LIMA
Só 10% dos estudantes estão satisfeitos com as aulas e os materiais pedagógicos no modelo atual de ensino, revela a pesquisa “Nossa Escola em (Re)Construção”, realizada em todo o Brasil pelo Instituto Inspirare por meio do Portal Porvir em parceria com a Rede Conhecimento Social. Os jovens querem mais aulas práticas e tecnologia na escola. Profissionais da educação na Paraíba concordam que é preciso um novo modelo mais dinâmico que atraia os alunos, porém, para isso, é necessário investimentos.

Ana Célia Lisboa, professora e ex-gerente executiva de Ensino Médio e educação profissional do Estado da Paraíba, afirmou que as novas medidas trazem limitações. “Eu acredito numa formação humana integral, mas é preciso garantir investimentos de forma permanente. Da forma como o incentivo à jornada integral foi posto, resultará em oferta precária, aumentando a evasão e dificultará o acesso dos jovens de 15 a 17, público alvo dessa etapa de ensino, que estão fora da escola ou que trabalham e estudam. O reconhecimento do “notório saber” para permissão de professor sem formação específica assumirem disciplinas, resultará na precarização do trabalho docente e no comprometimento da qualidade do ensino. A organização do currículo em cinco áreas ou itinerário formativos, nega aos jovens o direito a uma formação básica comum que reforçará as desigualdades educacionais. A profissionalização como uma das opções, resultará na precária formação agravada com a privatização, por meio de parcerias”, elencou.

Para Ana Célia, qualquer mudança deve ser discutida com todos os atores que fazem a educação. “Na discussão da qualidade do ensino médio, acesso, permanência e conclusão dessa etapa de ensino faz-se necessário um conjunto de ações articuladas envolvendo ampla discussão com a sociedade, os atores desse processo, gestores, professores e alunos. Ampliação dos recursos financeiros que garantam infraestrutura das escolas, como bibliotecas, área de convivência e alimentação escolar, laboratórios básicos (biologia, física/química, matemática e informática), além dos específicos, no caso da oferta de cursos técnicos. Condições materiais, melhoria salarial e das condições de trabalho. O governo recuou na retirada das disciplinas porque disse que foi um erro, ou pressão”, apontou.

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