domingo, 15 de julho de 2018
Educação
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Advogado nota mil na redação do Enem dá dicas de como se preparar para prova

Lílian Morais / 10 de setembro de 2017
O advogado José Trindade Neto, que tirou nota mil na redação do Enem e autor do livro “Como fazer redações nota mil”, diz que a primeira dica para os concurseiros é óbvia e repetitiva, mas, infelizmente, ainda muito negligenciada: é preciso ler bastante.

“Boa bagagem de leitura é imprescindível para o bom rendimento na escrita. Além disso, também é importante ter domínio da estrutura textual exigida, e não somente do básico (divisão do texto em introdução, desenvolvimento e conclusão), mas, sobretudo, ter consciência do que se deve fazer em cada uma dessas partes estruturais. Também é imprescindível, para quem vai fazer dissertação argumentativa, saber diferenciar a linguagem argumentativa da mera linguagem descritiva, pois o excesso desta em prejuízo daquela, na construção do texto, é um dos erros mais comuns”, ensina José Trindade que há cinco anos trabalha realizando assessoria individual e personalizada voltada para a redação em vestibulares e concursos públicos.

“Durante esse tempo, tive contato muito próximo com as dificuldades enfrentadas pelos candidatos quanto à produção textual, e também pude perceber de forma mais detalhada quais são os melhores métodos para se alcançar um bom rendimento nesse âmbito. Essa vivência, associada à gigantesca experiência que meu pai possui em relação à Lígua Portuguesa e à sala de aula, nos permitiu elaborar o livro “Como fazer redações nota mil”, que tem como objetivo transmitir, ao mesmo tempo de forma objetiva e aprofundada, os conhecimentos e os métodos necessários para o bom rendimento em provas de redação”, conta o advogado.

Atenção. De acordo com o advogado e professor José Trindade, a consciência da estrutura textual e da melhor forma de estruturar as ideias confere a tranquilidade necessária para a elaboração do texto, e esse conjunto é de fundamental importância para a obtenção de uma boa nota.

“Costumo dizer que ideias todos os bons candidatos têm; entretanto, o que faz a diferença numa prova de redação é a forma como essas ideias são apresentadas, estruturadas e relacionadas”, explica o  advogado José Trindade.

Muitos candidatos acabam sendo reprovados por  estudarem todas as disciplinas do Edital e negligenciarem a Redação. “Todas as grandes organizadoras, como por exemplo, CESPE (hoje, Cebrasp), Carlos Chagas, exigem prova de redação; não só para concursos de nível superior (analista), como para nível médio (técnico); sendo que neste caso (nível médio) a incidência é menor. Mas “cai” muito, sim! Sobretudo concursos na área jurídica”, explica o professor João Trindade. Ele explica que a redação é importante porque o profissional, no dia a dia da profissão, tem que saber redigir. É Óbvio que as organizadoras de concursos têm que exigir essa habilidade, para colocar, no mercado, profissionais que escrevam bem. E escrever bem é o mínimo que se espera de qualquer pessoa, de qualquer área.

Leitura. De acordo com o professor João Trindade se o assunto da Redação não for conhecido pelo candidato não tem como ele desenvolver uma redação.   “Evidentemente, não. Se o candidato não tem nenhuma familiaridade com o tema, claro que não poderá desenvolver a redação; muito menos, boa. Por isso, é importante que o candidato leia sempre. Tudo. Não é só ler jornais e revistas; tem que ler literatura pura: Machado de Assis; Graciliano Ramos; Rubem Braga.” ensina o professor, autor do livro “A Língua no Bolso”, em sua terceira edição. A dica do professor para o candidato desenvolver e concluir a redação é ler, e muito. “Se você não ler, de onde virão suas ideias? E se você não tem ideais, como vai escrever? Resumindo: Quer se dar bem em provas de redação? Leia! Leia muito. As técnicas são mero complemento”, garante o professor João Trindade, especialista em Português.

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