sexta, 27 de novembro de 2020

Educação
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Abuso de poder nas escolas: Facebook é voz para meninas perseguidas por professores

Lucilene Meireles / 29 de novembro de 2015
“Ele propôs um mensagem para uma menina de 12 anos. No dia seguinte, veio perguntar se eu tinha pensado sobre aquilo. Nunca falei sobre isso com ninguém porque não me senti apoiada na minha própria escola. Quero ser uma voz para meninas que estão na mesma situação em que estive, que são ensinadas a normalizar o assédio”. O depoimento é de uma jovem de João Pessoa, está na página “Eu tinha um professor que...”, na rede social Facebook, e mostra que a escola deixou de ser um ambiente seguro. Não há como confirmar se todos os relatos são verdadeiros, mas são muito parecidos com o que ocorre na prática.

As narrações apontam que o crime ocorria no ambiente escolar, em sala de aula, durante treinos e até nos corredores das instituições. Na maioria das vezes, as alunas afirmam que não denunciaram com medo de serem rotuladas ou que a escola não acreditasse nelas. “Que tipo de liberdade você deu para que o professor fizesse isso?”, é a pergunta que elas costumam ouvir ao fazer a queixa.

“Essas ocorrências são mais comuns do que imaginamos, só que, por medo ou vergonha, as vítimas não denunciam seus agressores”, enfatiza o doutor em psicologia social e professor da Faculdade Estácio da Paraíba, Luís Augusto Mendes. “Sabemos o constrangimento que é passar por situações de assédio. Por isso, é importante estimularmos a denúncia, especialmente quando acontecem durante o colégio e a faculdade, quando podem nos desencorajar a estudar ou a fazer algo que gostamos muito”, ressaltou.

A reportagem não conseguiu ouvir a promotora da Educação, Ana Raquel Beltrão, nem o presidente do Sindicato das Escolas Particulares da Paraíba, Odésio Medeiros.

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