sábado, 17 de agosto de 2019
Cidades
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Detentas do Júlia Maranhão recebem sacramento da Crisma

Ainoã Geminiano / 20 de dezembro de 2018
Foto: Rafael Passos
Um grupo de 26 detentas, que cumprem pena no presídio feminino Júlia Maranhão, em João Pessoa, receberam o sacramento da unção com óleo, na Crisma celebrada pelo arcebispo Metropolitano, Dom Manoel Delson, realizada no próprio presídio. Ao longo dos últimos sete meses, elas passaram por um curso preparatório, período em que também receberam o batismo e a primeira eucaristia. A celebração ganhou clima natalino para as detentas que foram ungidas e enxergam uma mudança de vida, baseada na fé.

A Crisma das detentas é um projeto-piloto no sistema carcerário paraibano, que apresentou resultado satisfatório no presídio feminino, na avaliação da direção. “A maioria dessas mulheres não conheciam sequer os ritos de uma missa. A vinda desse projeto é muito importante para o processo de ressocialização, já que coneta as internas com a fé, o que renova esperanças e dá a elas um sonho a ser buscado, enquanto cumprem o que devem à Lei”, disse a diretora Cinthya Almeida.

O projeto foi coordenado pela mestranda em Educação Popular, Lizivânia Ferreira, que também integra a Pastoral Carcerária e fez da preparação das detentas para a Crisma, sua tese de mestrado. “Primeiro é preciso registrar a sensibilidade da direção, que nos abriu mais um dia para atividade aqui no presídio. Nós tínhamos apenas um dia de visita, no qual pregamos a palavra de Deus para todo o pavilhão, mas não tinha como fazer a preparação nesse mesmo dia. Com um dia extra, dedicamos esse tempo adicional à preparação”, destacou.

Durante sua homilia, Dom Delson disse que o que estava acontecendo naquele presídio era a manifestação divina na vida de pessoas que estão segregadas da sociedade e da liberdade de visitar uma igreja para exercer sua fé. “A igreja veio abraçar vocês, para mostrar que Deus está visitando cada uma, com sua força divina”.

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