segunda, 23 de novembro de 2020

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Comércio da PB teve o segundo pior resultado do país

Érico Fabres / 17 de fevereiro de 2016
Foto: Arquivo
O comércio varejista brasileiro fechou 2015 com uma queda de 4,3% no volume de vendas. No entanto, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a receita nominal dos oito segmentos do varejo cresceu 3,2% no período. Já a Paraíba consolidou-se como o segundo pior desempenho entre as 27 Unidades da Federação - ganha para Amapá. As quedas de receita no Estado foram de 3,8 pontos percentuais e de volume de 10,3.

Considerando-se os setores de veículos e autopeças e de materiais de construção, os setores do chamado varejo ampliado tiveram recuo de 8,6% no volume de vendas e de 1,9% na receita nominal.

Queda em seis das oito atividades

Na série ajustada sazonalmente, a passagem de novembro para dezembro de 2015 registrou recuo de 2,7% no volume de vendas, com predomínio de resultados negativos alcançando seis das oito atividades que compõem o varejo.

Os principais destaques foram observados em equipamentos de escritório, informática e comunicação (-9,1%); móveis e eletrodomésticos (-8,7%); artigos de uso pessoal e doméstico (-3,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,0%); tecidos, vestuário e calçados (-2,1%); e livros, jornais, revistas e papelarias (-1,4%).

As taxas positivas foram registradas no setor que comercializa uma parcela de bens essenciais, como é o caso de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,4%) e em combustíveis e lubrificantes (0,5%), setor que avançou após oito taxas negativas seguidas, período que acumulou uma perda de 7,7%. Considerando o varejo ampliado, a variação foi de -0,9%, com veículos e motos, partes e peças (0,4%) e material de construção (1,1%), permanecendo no campo positivo.

Impactos negativos

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor varejista mostrou queda de 7,1% em dezembro de 2015. Os principais impactos negativos na formação da taxa geral vieram dos recuos de 17,7% no volume de vendas no setor de móveis e eletrodomésticos e de 3,7% no segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, seguidos por tecidos, vestuário e calçados (-10,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,9%) e combustíveis e lubrificantes (-10,0%). Esses cinco setores juntos respondem por mais de 95% do resultado global para o varejo.

As demais atividades registraram taxas negativas a dois dígitos, mas praticamente não tiveram influência significativa no resultado interanual do volume de vendas em dezembro: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-15,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-14,9%). Por outro lado, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com avanço de 3,1% frente a dezembro de 2014, foi o único a exercer pressão positiva.

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