quinta, 03 de dezembro de 2020

Chuva
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Esperando a solução da crise hídrica cair do céu

Fernanda Figueirêdo / 01 de setembro de 2016
Foto: ANTONIO RONALDO
A Cagepa sustenta que a água do Açude Boqueirão vai dar para abastecer a segunda maior cidade do Estado até maio, quando deve chegar a água do São Francisco. “Na verdade estão esperando, mais uma vez, que a solução para a crise hídrica caia do céu, literalmente. Eles estão somente esperando que chova. Eu sempre acompanho as reuniões e desconheço qualquer plano B de abastecimento para Campina Grande”, afirmou o professor doutor em Recursos Hídricos da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Janiro Costa Rego.

Ele reitera que não há nenhum plano B para solucionar o problema eminente do colapso hídrico e descarta a possibilidade do abastecimento por carros-pipa, como sugeriu o Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet, diante da falta de previsão de chuvas e da demora das águas da transposição.

Segundo o professor Janiro Rego, existem ideias, mas nada oficial, como a proposta de construir uma adutora do Litoral para o Agreste. “A obra altamente custosa esbarra na distância e no desnível, que não seria possível em um curto espaço de tempo. É uma situação extremamente preocupante que eu já anunciava desde o início do racionamento”, avaliou

Operação seria um caos

Pesquisadores de Campina Grande descartam possibilidade de abastecimento através de carros-pipa, como acontece no Sertão e demais regiões do interior paraibano. “Aonde buscar água de onde não tem? As poucas opções seriam chuvas ou economia de água. As chuvas são poucas e raras até dezembro, e a economia necessitaria de uma racionalização bruta e severa para que o campinense realmente se conscientize do problema”, afirmou o professor coordenador do Laboratório de Referência em Dessalinização (Labdes) da UFCG, Kepler França.

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