quinta, 22 de agosto de 2019
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CG e mais 8 cidades terão racionamento até sexta

Wênia Bandeira e Katiana Ramos / 19 de março de 2019
Foto: Wênia Bandeira
A volta do abastecimento de água regularizado em Campina Grande e em mais oito cidades está previsto para a próxima sexta-feira, segundo informou a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Enquanto isso, a população revive os transtornos do racionamento. A falta de água no município e demais localidades afetadas se deu por conta de um incêndio que provocou um curto circuito na estação da Companhia, na semana passada.

Entre as localidades de Campina Grande com situação mais complicada estão os bairros de Acácio Figueiredo, Major Veneziano I, II, III e IV e conjunto Raimundo Suassuna, onde os moradores receberão água por meio de carros-pipa.

No restante da cidade, segundo o plano elaborado pela Companhia, o abastecimento será dividido por áreas 1 e 2. Cada área receberá água por 12 horas, de forma alternada e apenas 30% da capacidade de fornecimento poderá ser atingida neste trabalho.

O gerente regional da Cagepa Borborema, Ronaldo Menezes, falou que a normalização da distribuição de água depende da instalação de equipamentos.“Nós estamos esperando que a instalação do primeiro transformador seja concluída. Após a instalação, nós vamos precisar de seis horas para acionar adutora, encher a adutora e começar a distribuição”, explicou.

A instalação do equipamento está sendo feita por uma empresa indicada pela Energisa. O fornecimento de energia elétrica foi desligado no local e deverá ser retomado quando os problemas forem resolvidos, segundo informou a assessoria de imprensa da Energisa.

A dona de casa, Maria de Fátima Fernandes, contou que voltou a agir como acontecia na época do racionamento, encerrado no dia 26 de agosto de 2017. “A ordem era tomar um banho por dia, quem quisesse mais que isso pagava multa. É o que estamos fazendo novamente, ninguém gasta mais do que o estritamente necessário”, disse.

Na casa da dona de casa tem uma cisterna que deve ter água até hoje. Caso o abastecimento não seja retomado, será necessário pagar para que um carro-pipa encha a cisterna e os valores já começaram a ser pesquisados.“Nós já sabemos que é por volta de R$ 200 o carro-pipa. Se precisar comprar, a gente vai dividir com o vizinho a despesa e esperar que esse dinheiro não faça falta no fim do mês”, detalhou Maria de Fátima, que é moradora do bairro José Pinheiro.

Já no bairro da Liberdade, a solidariedade é uma realidade. O comerciante Emanuel Messias tem um poço em sua calçada desde a época do racionamento e faz a distribuição sem custos para os vizinhos.

Apesar de declarar que não custa nada, ele paga pelo consumo de energia que uma bomba injetora precisa para funcionar. Emanoel Messias não informa quanto gasta para deixar o equipamento funcionando o dia inteiro. O poço, localizado na Rua do Fogo, tem capacidade para seis mil litros de água por hora e 51 metros de profundidade.

“Faz assim, só traz o balde, fica na fila, todo mundo respeitando seu lugar para não ter briga e pronto. Não paga nada e resolve o nosso problema”, falou a diarista, Barbara Kelly.

Para beber, contudo, ela precisa comprar água mineral e o custo, segundo Barbara, será alto. “A gente vai botar de R$ 50 a 60 só de água mineral essa semana, porque são três crianças e usamos muito para beber. Vai faltar dinheiro para outras coisas. Vai pesar muito no nosso orçamento essa falta de água”, contou.

Saúde. A Secretaria de Saúde de Campina Grande informou que, devido ao contingenciamento do fornecimento de água na cidade, está priorizando o abastecimento dos reservatórios dos serviços da rede de urgência e emergência e o setor de hemodiálise do Hospital Municipal Dr. Edgley Maciel. Desde ontem, hospitais, UPAS, Samu 192 e os CAPS que funcionam 24h estão sendo abastecidos com carros-pipa.

Por conta do racionamento, algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Saúde e Policlínicas poderão ter seus atendimentos suspensos até a regularização do problema.

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