sexta, 22 de janeiro de 2021

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Cerca de 3% das meninas têm fimose feminina

Aline Martins / 23 de outubro de 2017
Foto: Nalva Figueiredo
“Eu achei que ainda era resto de parto porque eu fazia a higienização e voltava tudo de novo. Quando fui à pediatra ela disse que sinéquia e que era mais conhecida por fimose feminina. Eu nem sabia que isso existia em mulheres”, disse a auxiliar de marketing, Williana da Silva. A filha dela, hoje com 2 anos de idade, tem esse problema e diariamente ela trata com uma pomada específica prescrita por médicos. Embora não seja de conhecimento da maior parte da população, a mulher também pode ter a “fimose”. Em média 3% das meninas descobrem que têm a sinéquia vaginal (a conhecida fimose feminina), nome científico dado a aderência dos pequenos lábios da vagina que ficam colados e tampando a abertura vaginal.

Geralmente esse problema começa a aparecer entre os seis meses e dois anos de idade, mas especialistas apontam que pode se registrar em garotas até os 10 anos. O tratamento indicado é o uso de creme a base de hormônios e raramente se necessita de cirurgia e que, muitas vezes não é recomendado, pois pode se agravar o caso, uma vez que a menina tem dificuldade de cicatrização. A auxiliar de Marketing Williana da Silva descobriu que a filha tinha o problema aos 7 ou 8 meses de idade após notar algo diferente nas filhas, procurar um médico para uma consulta específica que pode ser com pediatra ou um ginecologista.

Ao saber da descoberta, a auxiliar de Marketing ficou assustada com a descoberta. A médica orientou o uso de uma pomada específica para a região. Ainda de acordo com ela, a orientação da médica é colocar a pomada e fazer movimentos circulares da mesma forma que é feita para a fimose masculina. “O desconhecido nos assusta”, frisou. Em uma das consultas, a auxiliar de Marketing a médica conseguiu retirar a aderência. Depois disso, a recomendação é a continuidade da aplicação da pomada até os dois anos e seis meses de idade e hoje a filha dela, Gennifer Luiza Batista da Silva Santos, tem 2 anos. No entanto, pode voltar até os 10 anos de idade.

O diagnóstico, segundo o médico ginecologista Romeu Menezes, é clínico. “Os pais devem ficar atentos a isso e procurar um especialista – um pediatra ou ginecologista – para saber como tratar”, comentou, explicando que a sinéquia vaginal consiste na cicatrização dos pequenos lábios vaginais que não cicatrizam, fechando a abertura vaginal. Ainda não se têm definido as causas da ocorrência da “fimose” feminina, mas que pode está ligado à higienização também da área da vagina. Até mesmo a alergia provocada por uma fralda pode causar o problema.

Ainda de acordo com médico do Hospital Geral da Paraíba   , bebês e crianças até os dois anos de idade são mais afetados com esse problema, pois eles têm pouca produção hormonal, o que dificulta na cicatrização. Mas isso também pode acontecer até os 10 anos de idade. Algumas vezes pode chegar a incomodar por conta do aparecimento de infecções urinárias e o incômodo estaria relacionado a isso. “Pode deixar ela fora de algumas atividades, incomodar no andar e a orientação é o tratamento da infecção”, afirmou, acrescentando que aos 10 anos a menina já começa a ter maior concentração de hormônios e por conta disso, se reduz a possibilidade de ter sinéquia vaginal.

Tratamento

Ainda de açodo com o ginecologista Romeu Menezes, o tratamento consiste no uso de creme ou pomadas à base de hormônios e raramente se faz necessário fazer cirurgia. A orientação do especialista é que os pais também fiquem atentos a quaisquer mudanças nos filhos.

Dicas para quem tem o problema:

- Fazer a higienização corretamente da área íntima;

- Utilizar de três a quatro vezes por dia o creme indicado pelo especialista;

- Utilizar sabonetes neutros e indicados para esse tipo de higiene.

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