sábado, 06 de março de 2021

Cidades
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Centro de Zoonoses retoma castrações em CG

Ricardo Júnior / 24 de agosto de 2017
Foto: NALVA FIGUEIREDO
A população de Campina Grande que não tem condições financeiras de arcar com os custos da castração particular pode procurar, a partir desta semana, o Centro de Zoonoses da cidade, localizado no bairro de Bodocongó.

O serviço tinha sido suspenso no início de julho para atender uma exigência do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB), de renovar anualmente o registro dos profissionais responsáveis pelo procedimento e voltou a ser oferecido. O projeto de castração oferecido pela unidade ainda precisou ser avaliado por uma comissão, que verificou as condições em que o procedimento é realizado. Cerca de 300 a 3 20 animais deixaram de ser castrados neste período. “A castração é importante para evitar a multiplicação desordenada de animais. Se não houver este controle populacional, o dono acaba colocando em risco a saúde e a vida de seus animais, já que, muitas vezes, eles conseguem escapar para as ruas e outras dependências, podendo ser atropelados e contrair doenças”, destacou o coordenador do Centro, Marinaldo Lima.

Ainda segundo o coordenador, para solicitar o serviço, é necessário que o dono do animal seja beneficiário do programa Bolsa Família de Campina Grande. “O objetivo é atender as pessoas de baixa renda, que não têm condições financeiras de levar o animal a uma clínica veterinária. Infelizmente, não temos viabilidade estrutural para estender o atendimento aos animais de cidades vizinhas, já que é muito grande a demanda de Campina”, justificou. Para agendar a castração do animal, os interessados devem comparecer à unidade munidos de CPF, carteira de identidade (RG), comprovante de residência e cartão do Bolsa Família atualizado.

Neste primeiro momento, não há a necessidade de levar o animal até o local. A expectativa é de que sejam realizadas cerca 240 castrações mensalmente, uma média de 10 a 12 cirurgias por dia. O médico veterinário Edroaldo Cavalcante explicou que os animais passam por uma avaliação médica antes da cirurgia, onde são verificados os batimentos cardíacos, a respiração e a alimentação deles. Após três crias e 11 filhotes, Maria José dos Santos decidiu levar a gata Lili, de 2 anos, para ser castrada. “A iniciativa de oferecer o servi- ço gratuitamente é muito boa para quem, assim como eu, não tem condições financeiras”, contou.

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