segunda, 18 de janeiro de 2021

Caso Diogo
Compartilhar:

Morte de agente Diogo poderá ter nova perícia

Ainoã Geminiano / 03 de fevereiro de 2017
Foto: Rafael Passos
A polícia poderá fazer uma nova reconstituição do atropelamento que matou o agente da Lei Seca, Diogo Nascimento, para determinar a exata velocidade com que o carro guiado por Rodolpho Carlos da Silva atingiu o corpo da vítima. O diretor geral do Instituto de Polícia Científica, Israel Aureliano, disse que aguarda uma definição dos peritos e dos investigadores sobre a necessidade de uma nova reprodução simulada, mas o procedimento não está descartado. Segundo ele, tudo que for preciso será feito para que as perícias não deixem nenhuma pergunta sem resposta.

Na última terça-feira (31), aconteceu a reconstituição programada na investigação, que começou por volta das 21h e se estendeu até às 3h do dia seguinte. Na ocasião, o delegado Reinaldo Nóbrega pediu a reprodução das versões apresentadas por seis testemunhas, refazendo o percurso passo a passo. O objetivo era chegar a uma conclusão sobre o que aconteceu exatamente, no dia do atropelamento.

Mas uma pergunta ainda não foi respondida, apesar das muitas horas de trabalho, na reconstituição: a que velocidade estava o Porsche de Rodolpho, quando atingiu Diogo Nascimento, já que ele se aproximou da blitz com velocidade baixa? “ Se for preciso uma nova reprodução, faremos. Se for preciso perícias, faremos. Queremos concluir o mais rápido possível nossas análises”, afirmou Aureliano.

Plantão. Continua a expectativa pela decisão do juiz Antonio Maroja Limeira Filho, sobre o pedido de prisão preventiva contra Rodolpho Carlos, feito pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Os advogados de defesa e acusação permanecem fazendo plantão no Fórum Criminal, à espera da apreciação do pedido. “Nos três primeiros dias dessa semana o juiz alegou que estava com excesso de trabalho, o que de fato aconteceu, com várias audiências de julgamento seguidas. Mas hoje (quinta-feira) ele não teve audiências e acredito que possa estar trabalhando no processo. Encontrei com os advogados dele também aqui e acreditamos que essa decisão possa sair a qualquer hora”, disse o advogado Luiz Pereira, constituído pela família do agente Diogo.

Relacionadas