terça, 12 de novembro de 2019
Campina Grande
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Vígilia e coleta de assinaturas para pedir socorro para crise hídrica em Campina Grande

Renata Fabrício com assessoria / 04 de novembro de 2016
Foto: Chico Martins
Vereadores organizaram uma “Vigília Hídrica” para cobrar medidas técnicas e efetivas do Governo do Estado. A preocupação é que com a queda do nível do Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), o Estado não tenha formulado um plano emergencial de abastecimento de Campina Grande e outras 19 cidades que dependem do manancial. Uma coleta de assinaturas foi aberta no Calçadão da Cardoso Vieira para que a população participe da cobrança. Os parlamentares vão encaminhar um documento com assinaturas da população ao Palácio da Redenção.

O presidente da Comissão de Recursos Hídricos da Câmara, Lula Cabral, disse que a população precisa saber o que vai acontecer quando a água de Boqueirão não for mais potável. “O objetivo é mobilizar a cidade e conscientizar à mobilização pública de Campina Grande. Estamos a 6% do volume morto do açude, e se amanhã esta água não for mais potável, qual o plano de distribuição de água do Governo? Quem vai distribuir a água e como vai isso vai ser feito? O pobre não tem condição de comprar um botijão de água mineral e queremos que o Governo coloque o plano na mesa”, questionou.

Quem passou pelo local também opinou sobre a situação da falta de água. O morador do Pedregal, Josias Feliciano de Araújo, só espera que a chuva encha o açude de Boqueirão. “Estamos numa situação pesada. Moro no Pedregal e só chega água na quinta-feira e no sábado vai embora. Vamos pedir a Deus para ver esse Boqueirão cheio, porque não temos mais em quem acreditar”, disse.

O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcus Vinícius Neves, falou sobre a manutenção da qualidade da água do Boqueirão e as obras que estão em andamento para receber as águas da Transposição do Rio São Francisco. “Destacamos que a água do Boqueirão encontra-se no padrão de qualidade preconizado pelo Ministério da Saúde. Nossos técnicos fazem o monitoramento diário e ações preventivas para melhorar esse tratamento”, informou.

Outra dúvida recorrente entre os campinenses é até quando vai a água do Boqueirão. “O nosso horizonte de tratamento do manancial é para junho e julho de 2017, quando o Epitácio Pessoa deve chegar a 6,47 milhões de metros cúbicos, caso não haja recarga de chuvas. No entanto, antes disso, no mês de abril, a Transposição deve chegar. Também tranquilizamos a população em relação às obras de tratamento de esgoto para receber as águas do São Francisco. Tudo está sendo encaminhado, com previsão de conclusão para o início do mês de janeiro”, disse.

O presidente da Cagepa também adiantou que a companhia já formalizou defesa contra a ação impetrada pela Prefeitura de Campina Grande, que pediu a construção de uma adutora de engate rápido, que traria água do açude Poções, em Monteiro, até o açude Epitácio Pessoa. “Fizemos um contraponto técnico, esclarecendo que não há viabilidade de construir 124 km de adutora, o que custaria em torno de R$ 250 milhões, além do prazo entre 8 e 12 meses para execução. Antes disso, em abril, chegam as águas da Transposição na região”, afirmou.

 

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