sexta, 24 de janeiro de 2020
Campina Grande
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Transposição só deve acabar com racionamento em Campina Grande após o segundo semestre

Wênia Bandeira / 07 de março de 2017
Foto: Chico Martins
Mesmo com a chegada das águas do Rio São Francisco à Paraíba prevista para o próximo sábado, o racionamento em Campina Grande e região só deve acabar no segundo semestre deste ano. Esta é a perspectiva da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), que ainda pediu consciência para a população.

“Nós estamos consumindo o volume morto do Açude (Epitácio Pessoa, em Boqueirão), quando sair do volume morto poderemos pensar em acabar com o racionamento”, afirmou o gerente da Cagepa em Campina Grande, Ronaldo Menezes. O açude atingiu o volume morto no dia 18 de julho, quando a captação não pode mais ser tomada com captação de fundo e passou a ser por bombas flutuantes.

De acordo com Ronaldo, hoje a medição mostra que o Epitácio Pessoa tem 15 milhões de metros cúbicos e precisará chegar a 33 milhões para sair do volume morto. “A dias de hoje não muda nada. Vamos continuar com o racionamento da mesma forma”.

Caso a transposição aconteça dentro do previsto e as pessoas continuem economizando, o gerente falou que é possível passar a ter mais tempo de água nas torneiras. “A zona 1 poderá passar a ter abastecimento a partir do domingo, enquanto a zona 2 poderá ter água até o fim do sábado. Isso depende exclusivamente da população”, salientou.

Atualmente, a cidade de Campina Grande é dividida em duas zonas para o racionamento. A zona 1 recebe água de segunda a quarta-feira e a zona 2 é abastecida da quinta-feira até meio-dia do sábado.

O fim do racionamento, segundo Ronaldo Menezes, deve acontecer apenas em julho. “A previsão, com a transposição, é de passagem de sete metros cúbicos por segundo. Caso este volume se concretize, já que na prática pode ser menos ou mais que isso, levaria de dois meses e meio a três meses para sair do volume morto. Então, contando da previsão de chegada da água em Boqueirão para abril, poderíamos encerrar o racionamento no início do segundo semestre”, detalhou.

Ele, no entanto, salientou que para ter uma análise mais correta, é preciso esperar a chegada da água e a reação da população.

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