sábado, 19 de setembro de 2020

Campina Grande
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Romero encaminha plano de ação contra a seca à Defesa Civil Nacional

Fernanda Figueirêdo / 17 de novembro de 2016
Foto: Assuero Lima
Diante da crise hídrica enfrentada por Campina Grande, município do Agreste que passa por racionamento desde 2014, o prefeito Romero Rodrigues encaminhou ao Ministério da Integração e à Defesa Civil Nacional, em Brasília, um plano inicial de ação destinado a amenizar as consequências de um colapso no abastecimento d’água, realizado através do açude Epitácio Pessoa, que está com apenas 5,7% de sua capacidade total. O gestor pontuou que o prazo para início das medidas emergenciais depende exclusivamente da liberação do recurso federal no valor de R$ 12,2 milhões mediante Plano Detalhado de Resposta já encaminhado ao Ministério por uma equipe técnica da Defesa Civil Municipal.

O plano, elaborado pela Defesa Civil e secretarias municipais, contempla medidas como perfuração de 100 poços, contratação de mais 50 carros-pipa, além dos 10 que já abastecem a zona rural e órgãos públicos da cidade, 1000 caixas d’água, compra de 50 dessalinizadores, além de distribuição de cestas básicas e de água potável junto à população campinense.

De acordo com o prefeito, a água transportada com o uso de carro pipa vai contemplar de forma prioritária unidades públicas, com hospitais, creches, escolas e postos de saúde, devendo acontecer uma ação especial para o atendimento de unidades como o Hospital Dr. Edgley, especializado em hemodiálise e que necessita de água de qualidade.

“Na verdade nós já adotamos essas medidas, mas com a liberação do recurso haverá uma ampliação do serviço. A água virá de Areia e Araçagi, e haverá a contratação de mais 50 carros-pipa, além dos 10 que já abastecem os órgãos municipais e a zona rural do município. Os planos estão feitos e entregues, o que falta é somente o recurso. O encontro que tivemos há 15 dias com o Governo foi proveitoso, só falta eles concretizarem o que planejamos”, explicou o gestor.

Sobre a transposição, Romero destacou a necessidade de investimentos em obras entre Monteiro a Boqueirão, alertando para o fato de que não basta a chegada das águas do Rio São Francisco à Paraíba, havendo a necessidade do tratamento adequado e da melhoria da qualidade de água a ser consumida pela população. Lamentou, neste contexto, a falta de investimentos por parte de outros entes administrativos em favor do esgotamento sanitário de Monteiro.

“A princípio esses 50 carros-pipa que virão de Areia e Araçagi foram pensados para uma situação de colapso. Antes disso haverá a perfuração de poços seguida de instalação de dessalinizadores e chafarizes para abastecer os caminhões já existentes, 10 contratados pelo Exército Brasileiro e seis pela Secretaria Municipal de Agricultura”. Ruiter Sansão, coordenador da Defesa Civil em Campina Grande.

 

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