sábado, 19 de setembro de 2020

Campina Grande
Compartilhar:

Polícia suspeita de execução no caso da mulher morta na frente dos filhos

Fernanda Figueirêdo / 22 de dezembro de 2016
Foto: Reprodução
 

Uma jovem de 26 anos foi morta a tiros no bairro de Bodocongó, na Zona Oeste de Campina Grande, na noite desta quarta-feira, por volta das 18h. Segundo a Polícia Militar, a comerciante Aline Albuquerque da Silva havia descido de um ônibus coletivo na companhia do marido e chegava na residência onde morava quando foi assassinada por um homem que teria chegado no local a pé. “O bandido a executou sem chances de defesa", disse o major José Gomes, coordenador do Centro Integrado de Operações da PM.

De início, a polícia levantou a hipótese de tentativa de assalto, mas a possibilidade foi descartada em seguida. “O suspeito foi direto nela. Pela dinâmica do evento, não há vazão para tentativa de roubo”, afirmou o major, que acrescentou que nada foi roubado do casal e o criminoso fugiu após a ocorrência.

Aline, que se preparava para levar os filhos em uma festa de natal, foi atingida por dois disparos na cabeça na frente dos meninos de 8 e 7 anos de idade. Ela morreu ainda no local do crime e, segundo a PM, apenas o marido testemunhou o fato. Ele entregou toda a documentação referente à vítima aos policiais que atuaram no caso e foi encaminhado para prestar depoimento à Polícia Civil.

Até o fechamento desta edição, o suspeito do crime não havia sido identificado ou detido. Possíveis motivações para o ato não foram apuradas. As câmeras de vigilância das imediações flagraram o momento em que o executor recebeu ajuda de um cúmplice que lhe deu fuga em uma moto. O marido, Luciano Mota, diz que ela ainda tentou correr antes de qualquer coisa ser levada.

Apesar de diversos comentários em redes sociais especulando um aparente envolvimento do marido, a Polícia Civil não passou informações a respeito de como o casal vivia e se havia alguma razão para Luciano querer a morte da esposa. O delegado responsável pelo caso, Francisco de Assis, não informou com quem os filhos de Aline deverão ficar e o que Luciano disse em depoimento.

“Ainda estamos apurando o fato e é prematuro dizer se foi execução ou se o marido tem alguma coisa a ver com o crime. Continuaremos investigando para, em breve, dar uma resposta satisfatória à sociedade”. Francisco de Assis, delegado responsável pelo caso.

Relacionadas