sábado, 23 de fevereiro de 2019
Campina Grande
Compartilhar:

Paraibanos criam jogos para aguçar o estudo sobre a história do estado

Wênia Bandeira / 12 de janeiro de 2019
Foto: Divulgação
Que tal aprender sobre a história paraibana enquanto se diverte? Foi com esta ideia que 25 alunos criaram cinco jogos digitais, durante o curso de ‘Programação de Jogos digitais’, oferecido pelo programa Mediotec/Paraíbatec em Campina Grande. Um dos jogos está disponível na internet e os demais serão disponibilizados até o fim de janeiro. Ana Lígia Teberge teve sua primeira experiência com tecnologia durante as aulas. Ela afirmou que encontrou a sua profissão e agora irá se dedicar à ciência e esperar por novos cursos pela frente.

“A tecnologia é algo que está em alta e como eu gosto muito de criança tive a oportunidade de juntar as duas coisas. Eu queria dar uma forma de brincar aprendendo e foi o que nós fizemos”, contou Ana Lígia.

Ela é uma das criadores do jogo Seca, inspirado na obra "Morte e vida Severina", que conta a história de Biu, um nordestino que enfrenta dificuldades comumente encontradas no sertão nordestino. A seca é o vilão e o jogador a enfrenta para que a chuva volte a se fazer presente na região.

“Esta falta de chuva é algo muito grave e a gente precisava mostrar como ela acontece e o que causa às pessoas. As crianças ficam perguntando porque tem uma gota de água no cacto e vão descobrindo durante o jogo”, acrescentou a estudante.

A professora de jogos digitais, Ana Paula do Ó, foi uma dos idealizadores do programa. Ela explicou que, como nordestina, precisava trazer um pouco da história e colocar isso como tema para os projetos foi necessário.

“Todo jogo tem um tema e cada personagem tem uma personalidade e reflete o mundo real. Antes de desenvolver, começamos a visitar os museus de Campina Grande e cada aluno ficou livre para desenvolver o que achava mais interessante. Tivemos também vídeos e livros para instigar a fazer algo relacionado”, falou a professora.

Foram criados também jogos sobre a cultura do algodão em Campina Grande, que fala sobre a Estação Velha, por onde o produto saia da cidade. E quem não se recorda de Chicó, personagem de Ariano Suassuna? Ele foi mais um homenageado pelas criações.

“Além de aproximar os alunos da história, podemos dar a chance para que eles tenham oportunidades que estavam distantes. Tem aluno que não tem computador e mora em sítio, sem internet. Muitos precisaram receber pen drives emprestados para que pudessem trabalhar nos projetos”, contou Ana Paula. A turma vencedora ganhou pen drives como premiação.

O orientador Pedagógico do Pronatec, Thiago Morais, disse que os professores prestaram assistências, mas o desenvolvimento ficou a cargo dos alunos. “Tudo que há no jogo foi desenvolvidos pelos próprios alunos: desenho dos personagens e dos cenários e até muitos dos sons foram feitos por eles”.

Os jogos foram desenvolvidos em três meses de aulas, com o auxilio de quatro professores. Em fevereiro, serão abertas novas turmas para o curso de jogos e as inscrições serão feitas pelo site www.paraibatec.pb.gov.br. Os interessados devem fazer parte da rede estadual de ensino e as aulas são gratuitas.

Jogos criados





  • A praga do Algodão (inspirado na época do 'ouro branco'


  • O casamento de Lampião e Maria Bonita


  • Dino Construct - jogo Run com Dinossauros no Sertão paraibano


  • Chicó e o enigma do Cálice


  • SECA (insítado em Morte e Vida Severina)


Relacionadas