segunda, 20 de maio de 2019
Campina Grande
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Campina ou Caruaru? Maciel Melo não está preocupado com a ‘briga’

Wênia Bandeira / 10 de junho de 2016
Foto: Divulgação
A noite de hoje, no palco principal do Parque do Povo, será embalada pelo autêntico forró de Maciel Melo. O pernambucano já perdeu as contas de quantas vezes participou do Maior São do Mundo, mas faz questão de salientar que a ansiedade está sempre presente porque, segundo ele, Campina Grande é uma das festas mais esperadas pelos artistas. “Como sou de Pernambuco, preciso falar que são dois os grandes eventos da época, em Campina Grande e Caruaru”, disse.

Para Maciel, a rivalidade existente entre as duas cidades é muito benéfica para quem gosta do legítimo forró pé de serra e que esta é a única festa que é a cara do povo nordestino. “Não existe algo tão popular quanto o São João. É, com certeza, a melhor festa do mundo. Por causa desses eventos, está existindo uma procura maior durante o ano, em todo o Brasil. Noutras regiões do país, o pessoal curte mais que nordestino. A gente prepara uma banda completa com vários instrumentos e o pessoal quer só triângulo, sanfona e zambumba. Eu acho isso fantástico, já que é a nossa cultura sendo preservada”.

Cultura e a internet. A preservação da cultura nordestina, segundo Maciel, vem sendo ameaçada pela agilidade do mundo atual, com as redes sociais. Ele afirma que antigamente, se lançava uma música boa em uma festa para passar o mês de São João inteiro curtindo aquela música. “Hoje, você não tem como lançar um novo trabalho, fazer uma apresentação para mostrar música nova, é tudo muito rápido. Você coloca algo de manhã na internet e de tarde já passou, precisa colocar mais. É muito turbulento, mas tudo é válido, tem que haver a evolução”.

No entanto, Maciel Melo não esconde a saudade que sente da época que iniciou sua carreira, na década de 1980. “Eu sinto muita falta do vinil, porque tem a coisa do romantismo, ficar olhando a capa e ficar ouvindo as músicas na presença de amigos, de pessoas especiais.Essa coisa de internet é muito prática, mas é muito descartável também. Hoje você ouve, amanhã você não sabe onde colocou ou então parou de funcionar”, disse.

Mesmo acompanhando a era da internet, Maciel diz que o seu forró continua igual. “Minha música, pode ter certeza, é analógica, eu canto o que cantava há vinte anos. Amadurece a linguagem, mas a essência é a mesma”.

Hoje, Maciel sobe ao palco e garante que o público pode esperar muita diversão. “Será muito forró, muita poesia, eu vou cantar com a alma mesmo”, afirmou o cantor.

Marinês tem acervo doado

O maestro Marcos Farias, filho da cantora paraibana Marinês, doou na útlima quarta-feira o acervo da artista ao Instituto Intercultural Brasil (Inbra), dirigido pela ortodontista Rilávia Cardoso e realizadora do Troféu Gonzagão. O acervo é composto por vestidos, chapéus, gibão, discos e fotografias e foi emprestado para exposição no Museu de Arte Popular (Museu dos Três Pandeiros) onde ficarão até outubro. Logo em seguida, será entregue a Rilávia.

PROGRAMAÇÃO

Palhoça de Zé Lagoa

▶ 20h às 22h30: Maestro Marquinhos Farias

▶ 22h30 à 1h: Wonney Saraiva

▶ 1h às 3h: Moreira Filho

Palhoça de Zé Bezerra

▶ 20h às 22h: Rapadura do Pimenta

▶ 22h à 00h: Forró Fikado

▶ 0h às 2h: Forró Filé

Seu Vavá

▶ 19h às 22h: Biu Carneiro

▶ 22h à 00h: Xote das Meninas

▶ 0h às 3h: Filhos da Terra

Vila do Artesão

▶ 13h às 15h30: Os Pequeninos do Forró

▶ 15h30 às 18h: São José

PARQUE DO POVO

Pirâmide

▶ Concurso de Quadrilhas

Palco principal

▶ 21h: Sandra Belê

▶ 22h20: Maciel Melo

▶ 0h10: Aduilio Mendes

▶ 1h50: Netinho Lins

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