domingo, 19 de novembro de 2017
Campina Grande
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Campina Grande terá teste rápido de zika para gestante

De Assessoria / 05 de abril de 2016
Foto: Arquivo
Campina Grande terá o primeiro laboratório da Paraíba para diagnóstico de zika em gestantes. A estrutura será montada na Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande (FCM-CG), como resultado de uma parceria com o Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A unidade deve iniciar o atendimento a partir da segunda quinzena de abril.

Para discutir o início das atividades, representantes de cada instituição estiveram reunidos na FCM-CG, na semana passada. O treinamento da equipe local está sendo feito pelos pesquisadores da UFRJ, em parceria com os professores da FCM e do Ipesq. O principal objetivo é avançar nas pesquisas sobre a ação do vírus zika no desenvolvimento do cérebro dos bebês e, com isso, tentar chegar a soluções para inibir o avanço dos casos de microcefalia.

Os testes serão feitos por PCR, que é a detecção de segmentos de material genético do vírus e que só consegue detectar os agentes patogênicos durante o período de infecção viral, que dura apenas alguns dias.

Conforme detalhou a médica e pesquisadora Adriana Melo, professora da FCM e pioneira na descoberta da relação entre zika e microcefalia, Campina será o primeiro centro na Paraíba a fazer o teste rápido. “Antes, pra confirmar o diagnóstico a gente encaminhava a amostra para o Rio de Janeiro ou São Paulo, e esse material passava até 48 horas pra chegar. Por mais que seguíssemos todas as regras de transporte, o tempo de espera pode fazer com o vírus morra e não deixe rastro, gerando um resultado negativo. Agora com um local de coleta, as mulheres com os sintomas poderão ter a resposta imediata se estão infectadas com zika, dengue ou chikungunya”, disse.

O coordenador do Núcleo de Genética Médica da FCM (Nugem/FCM), Bruno Shamber Reis, afirmou que, a médio prazo, as pesquisas também poderão revelar, por exemplo, se as características regionais afetam o desenvolvimento do vírus nas pessoas.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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