domingo, 17 de janeiro de 2021

Campina Grande
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Campina Grande terá centro da microcefalia

Ainoã Geminiano / 17 de maio de 2016
Foto: Ilustração
A urgência no atendimento das crianças com microcefalia levou o consórcio de empresários a optar pela construção de um centro de reabilitação provisório, em Campina Grande, como forma de antecipar o início do serviço, até que a estrutura definitiva fique pronta. A partir do próximo dia 1º, será feita uma reforma em uma estrutura anexa do hospital Pedro II, que fica no bairro São José, com uma área de 200m2, para abrigar o atendimento especializado às crianças microcéfalas e seus pais, que precisam viajar do interior do Estado para fazerem exames, fisioterapias, avaliações periódicas e outros atendimentos.

A iniciativa está sendo executada por um grupo de empresários que se sensibilizaram com a causa e se uniram à médica Adriana Melo, responsável pela descoberta da relação entre a microcefalia e o vírus zika. O consórcio também tem o apoio do Sistema Correio de Comunicação.

O grupo realizou a segunda reunião de planejamento, para uma prestação de contas dos avanços do projeto, uma palestra de Adriana Melo sobre a atualização dos casos da doença na Paraíba, a adesão de novos voluntários e o planejamento dos próximos passos. “Da primeira reunião para cá já conseguimos o terreno onde será construído o centro definitivo, o projeto arquitetônico, a mão de obra, os tijolos, já definimos o modelo de gestão que será utilizado, os serviços que serão oferecidos, estamos finalizando uma página nas redes sociais para pedir doações e a Energisa vai disponibilizar as contas de energia elétrica para que as pessoas também possam fazer suas doações”, disse o empresário Josuel Gomes, um dos idealizadores do consórcio.

Os projetos do centro provisório e do centro definitivo foram doados pelo arquiteto Jonas Lourenço, da TV Correio. “A prefeitura de Campina doou duas estruturas do Hospital Pedro II, onde serão construídos três consultórios, um grande espaço de fisioterapia, um espaço para amamentação, área de repouso para as mães e um playground na parte externa. Como é uma estrutura provisória, não teremos os espaços de pesquisa, que só será construído no prédio definitivo”, explicou.

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