quinta, 26 de novembro de 2020

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Brincar: atividade obrigatória na agenda das crianças

Luana Barros / 07 de dezembro de 2015
Foto: Rafael Passos
As férias de fim de ano estão chegando e com elas vem aquele velho dilema dos pais de não ter tempo para brincar com os filhos. Sem tempo e com a preocupação em garantir um futuro profissional de sucesso para os pequenos que um dia crescerão, cada vez mais os pais preenchem a rotina diária das crianças com diversas atividades e acabam deixando a brincadeira de lado. O psicólogo André Assunção explica que é preciso manter um equilíbrio entre as atividades e os momentos de brincadeira para garantir a qualidade de vida da criança.

“A primeira coisa a ser feita é incluir nessa agenda o espaço para brincar. Hoje em dia podemos observar muitos pais com trabalho excessivo, mas é de suma importância que o pai e a mãe sentem no chão, rolem na grama e brinquem com seus filhos. Assim, o imaginário infantil reage bem aos fenômenos externos das brincadeiras, o que proporciona saúde psicológica para as crianças”, afirma o psicólogo do Hapvida Saúde.

André Assunção esclarece, contudo, que mesmo nos momentos de lazer, é preciso impor limites, o que possibilita um desenvolvimento saudável das crianças. “Tudo na vida precisa ter controle e limites, até mesmo a brincadeira. Deve-se estipular horários e formas de brincar que não alimentem a violência ou a desunião entre os pequenos. Atribuir tarefas e horários ajuda, pois, ao final do dia, as crianças precisam de repouso físico e mental”, orienta.

Para a pedagoga Mara Nogueira as crianças precisam de desafios e brincadeiras que trabalhem seus potenciais e habilidades. Porém, ela lembra que cada faixa etária possui algumas necessidades específicas e, por isso, as brincadeiras devem ser pensadas, visando seus objetivos e o desenvolvimento da mesma.

"O brincar deve ser levado a sério na vida da criança. Não pode ser visto apenas como ocupação de tempo ocioso. O brincar para a criança é na verdade uma linguagem, um meio de compreender o mundo que a cerca. As brincadeiras que ajudam no desenvolvimento mental e físico são aquelas que trabalham movimento e raciocínio lógico, mas deve sempre estar dentro da faixa etária para não gerar frustração ou desinteresse’’, disse Mara que é coordenadora pedagógica da Prime’s Cool.

Segundo ela, os jogos eletrônicos podem sim ser ótimas oportunidades para os pequenos trabalharem raciocínio lógico e noções de tempo e espaço, claro, uma vez que os jogos tenham tais propostas embutidas no desenvolvimento dos mesmos. Os jogos também podem estimular leitura, interpretação e expressar sentimentos.

Mara Nogueira dá orientações para brincadeiras entre faixa etária de idade



  • Até dois anos: Brinquedos como jogos, com formas e tamanhos diferentes, a criança precisa ser estimulada e desenvolver os cinco sentidos (tato, olfato, visão, paladar e audição).


  • Com dois e três anos as texturas devem ser exploradas, grama, areia água. Passeios como ir a praia,bola na grama,brincadeiras no jardim serão muito bem vindas .


  • A partir de quatro anos a criança precisa ter contato  a natureza, animais, explorar espaços, correr, pular, fazer uso de objetos como bola, equipamentos como bicicleta.


  • De cinco em diante a criança entra na fase de brincar imitando a vida adulta, a rotina da casa, vai querer usar bonecas, casinhas, carrinhos, telefone, objetos da cozinha etc.


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