quinta, 27 de junho de 2019
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Bombeiros vistoriam barracas de fogos de artifício

Ainoã Geminiano / 13 de junho de 2019
Foto: Assuero Lima
Extintores e certificado em dia, quantidade de fogos estocados e eventuais alterações na estrutura são alguns dos itens que o Corpo de Bombeiros foi verificar ontem, na vistoria das barracas de fogos de artifício que ficam ao lado do estádio Almeidão, no bairro do Cristo, em João Pessoa. A vistoria acontece sempre no período junino, quando o parque de fogos recebe um grande número de clientes e o maior movimento do ano. As pequenas barracas improvisadas em calçadas pela cidade também estão na mira dos Bombeiros e podem render multa aos comerciantes clandestinos.

As barracas de fogos do Cristo têm certificados do Corpo de Bombeiros válidos por um ano, tendo que ser renovado todos os anos, mediante uma inspeção. “A necessidade de uma renovação anual é uma forma de garantirmos que a venda de fogos continua sendo feita obedecendo às normas técnicas de segurança. Entre um ano e outro, algum comerciante pode fazer mudanças estruturais em seus estabelecimentos e isso precisa ser vistoriado por nós, para atestarmos se nenhuma norma foi violada”, explicou o tenente Cícero José Andrade da Silva. A vistoria é sempre programada para o mês de junho, mas pode acontecer a qualquer momento, caso o Corpo de Bombeiros receba denúncia de eventual irregularidade.

Entre os itens obrigatórios exigidos, o primeiro deles é certificado, que deve estar exposto e visível não apenas para os órgãos fiscalizadores. “É importante que o cliente saiba que está comprando em um estabelecimento que foi aprovado pelos Bombeiros. Da mesma forma que também deve estar exposto em local acessível o extintor de incêndio, de forma que possa ser manuseado por quem estiver mais perto e se sentir capacitado, em caso de emergência”, acrescentou o oficial.

A vistoria também observa se o comerciante está respeitando o limite de fogos que pode ser estocado na barraca. “O tamanho da estrutura do estabelecimento determina quanto de fogos pode ser armazenado. O comerciante não pode estocar o quanto quiser. O armazenamento também deve ser separado pela classificação dos fogos, de acordo com o potencial explosivo. Não pode ser tudo misturado”, disse o tenente Silva.

Tanto o limite de armazenamento quanto a separação dos estoques por tipo, são medidas de segurança para reduzir os danos em caso de acidente e facilitar o combate a eventual incêndio.

Nas calçadas



As barracas de fogos no Cristo já têm uma programação oficial de vistorias, uma vez que é o único parque de comércio formal de fogos de artifício na Capital. Mas, ao longo do mês de junho é comum pequenos comerciantes e até moradores colocarem bancas e pequenas barracas de fogos nas calçadas. Um tipo de comércio que também oferece risco e que vai receber a fiscalização dos Bombeiros, segundo o tenente Silva.

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