sexta, 18 de setembro de 2020

Cidades
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Bombeiros alertam para perigos nas praias

Aline Martins e Katiana Ramos / 18 de janeiro de 2017
Foto: Assuero Lima
As belezas do Litoral paraibano são um convite para amenizar o calor, mas também representam perigo para muitos banhistas. Com o aumento no fluxo de pessoas durante o verão, casos de afogamentos e acidentes com animais marinhos ficam mais frequentes. Somente entre os dias 13 e 16 deste mês, 65 ocorrências de queimaduras por águas-vivas foram registradas nas praias do Estado. Ainda nesse mesmo período, uma pessoa morreu afogada e outras 27 em risco de afogamento foram resgatadas. Os dados são do Corpo de Bombeiros.

Segundo o comandante do Batalhão de Busca e Salvamento (BBS), tenente-coronel Lucas Severiano, não há como identificar as áreas mais suscetíveis aos acidentes com águas-vivas. No entanto, as praias onde os banhistas estão mais vulneráveis aos afogamentos já são monitoradas pela Corporação.

“As águas-vivas se movimentam conforme as correntes marítimas. Então, a presença delas nas praias depende desse fator natural. Mas, a presença maior de banhistas também aumenta o risco de acidentes. Quantos aos afogamentos nós já sabemos os pontos de risco”, explicou Lucas Severiano.

Mesmo conhecendo os pontos onde os banhistas correm o maior risco ao entrar no mar, o quantitativo de guarda-vidas para socorrer a população é insuficiente. “O número não é suficiente para atender todo o Litoral paraibano. Eles ficam mais nas áreas de maior fluxo e também nas praias perigosas. Nesse período de Operação Verão, a gente aumenta tirando pessoas do serviço administrativo, do CFO, para atender mais locais”, frisou o comandante.

Lucas Severiano informou que o Batalhão tem postos em Lucena, no Bessa, Busto de Tamandaré, Praia do Sol e Gramame, em João Pessoa, Gramame Sul, Praia Bela, Coqueirinho e Jacumã, de segunda a sexta-feira. Ele disse ainda que há 40 postos de guardas-vidas nessas áreas consideradas de risco e, em média, dois militares atuam em cada posto.

Prevenção com crianças:

Uma das ações dos guarda-vidas na praia é a distribuição de pulseirinhas para as crianças. A filha da técnica Annelise Narelle, 23 anos, que tem 6 anos de idade foi uma das que recebeu a pulseira dada pelo militar. Nesse material são colocados o nome da criança, dos pais ou responsáveis e um contato telefônico.

Para a jovem isso é muito importante para a segurança da menina. No entanto, quando sai de casa para passeio sempre passa orientações para a filha. “Todas às vezes eu falo que se ela se perder de mim, procure um policial ou um guarda-vida e não peça ajuda a ninguém, só a eles”, revelou.

Da mesma forma, a operadora Maysa Oliveira, 24 anos. A sua filha também recebeu uma pulseirinha.

“Deve ser uma aflição muito grande perder uma criança e por isso acho importante identificar. Eu sempre falo para ela que se um dia ela se perder procure alguém que possa ajudar. Ela sabe onde mora e o nome dos pais”, afirmou.

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