domingo, 17 de novembro de 2019
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Bayeux está há mais de 30 dias sem coleta de lixo

Lucilene Meireles / 13 de fevereiro de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Quem mora no município de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, não sabe mais o que fazer com o lixo. Sem coleta há mais de um mês, a população teme pela própria saúde por conta dos insetos. No Centro, a Rua Francisco Marques da Fonseca, uma das principais da cidade, tem vários amontoados de lixo em toda sua extensão. Por outras vias, a situação não é diferente. Um terreno baldio ao lado do Hospital Materno Infantil também virou depósito de entulhos, ameaçando a saúde dos internos na unidade.

“Trabalho no Centro e moro no bairro Tambaí. Não tem coleta de lixo em nenhum ponto da cidade. A meu ver, a população tem culpa pelas escolhas erradas (dos gestores públicos) e todos acabam pagando caro por isso. Eu não me isento dessa culpa”, lamentou a comerciante Ana Lúcia Araújo.

Para tentar evitar o mau cheiro na frente das residências, tem gente que encontrou, no problema, uma forma de ganhar dinheiro. “Tem uns meninos que passam e se oferecem para levar o lixo. Não sei onde eles colocam, mas a gente paga R$ 2 e eles recolhem. Faz mais de um mês que o caminhão não passa e a situação está bem complicada por aqui”, afirmou a dona de casa Ednalva Fernandes, que mora na Rua Celina Miranda.

No bairro São Vicente, também há lixo em frente aos imóveis e ao lado de muros de estabelecimentos. “O orçamento para a infraestrutura de Bayeux é de R$ 21 milhões. Deste total, é mais de meio milhão só para a limpeza pública. O que estão fazendo com esse dinheiro”, destacou o jornalista Ariofox Pereira de Lima.

JP tem coleta, mas falta consciência



Enquanto em Bayeux falta coleta, em João Pessoa falta educação. Lixo doméstico, móveis velhos, eletroeletrônicos, restos de podas, metralhas, animais mortos. A lista é longa e a sujeira tem tomado conta de todo o trecho ao redor de áreas de proteção ambiental, no bairro Cidade Verde, em Mangabeira, na Capital paraibana.

Apesar da coleta ser realizada três vezes por semana, a população da localidade tem depositado o lixo doméstico ao redor das áreas verdes, destruindo a natureza e colocando a própria saúde em risco. Há lixo em vários locais, como a via principal, a Rua Diógenes Gomes da Silva, e também nas imediações do Centro Comunitário Pedro do Caminhão, bem perto da nascente do Rio do Cabelo.

A funcionária pública Maria Gorete Gerônimo Alves afirmou que lamenta a situação e sempre procura conversar com os moradores sobre a importância de depositar o lixo nos dias certos e horário mais próximo ao da coleta.

“Converso com as pessoas sobre o perigo que esse lixo representa, de se tornar foco do mosquito da dengue. Além disso, lembro que não há necessidade de jogar o lixo na rua se a coleta passa de forma regular”, observou a funcionária pública.

Ela afirmou que o problema não é com a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), que sempre limpa os terrenos e áreas próximas aos locais de preservação. A culpa, segundo Gorete Gerônimo Alves, é da população que descarta lixo no meio ambiente.

Infratores não identificados



“É difícil identificar as pessoas que fazem isso, porque elas jogam o lixo à noite. Nesse horário é complicado. Além disso, temos um problema também que são as ameças aos fiscais. Durante o dia, ainda notificamos, mas é muito difícil”. A declaração é do engenheiro da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), Samyr Sampaio Freire, responsável pelo Departamento de Tratamento e Disposição Final de Lixo do órgão.

Ele reforçou que, além da coleta regular de lixo, a Emlur limpa os terrenos semanalmente. “O problema não é só lá.

Temos outros pontos de descarrego e as pessoas continuam jogando, mesmo sabendo que é proibido. Além disso, jogam metralha. Neste caso, basta entrar em contato com a Emlur, porque tem um limite que podemos transportar sem que a população pague nada”, ressaltou. Samyr acrescentou que e para terreno particular o proprietário é acionado.

13 MIL

É o valor médio da multa por depositar lixo em área de preservação ambiental, caso o infrator seja identificado. O valor corresponde a 400 UFIRs.

Serviço

0800-083-2425

Para solicitar o recolhimento de metralha

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