sexta, 27 de novembro de 2020

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Bancários da Paraíba ameaçam entrar em greve a partir de terça-feira

Érico Fabres / 01 de setembro de 2016
Foto: Assuero Lima/Arquivo
Cerca de quatro mil bancários da Paraíba devem cruzar os braços a partir de terça-feira da próxima semana por tempo indeterminado. A decisão pelo movimento acontece nesta quinta-feira (1) durante assembleia geral da categoria, que será realizada no Sindicato dos Bancários a partir das 19h. De acordo com o presidente da entidade, Marcelo Alves, a categoria deve seguir a orientação nacional, que indica a paralisação.

Marcelo Alves disse que a contraproposta oferecida pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil, não satisfaz a categoria. “Essa proposta é irrisória e não cobre se quer a inflação do período”, afirmou o sindicalista.

As principais propostas da categoria são a reposição da inflação do período (estimada em 9,57%), mais 5% de aumento real, valorização do piso no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (de R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

Marcelo Alves afirmou que 25% profissionais no Brasil tiveram aumento real nas negociações, e que os bancos fazem parte de um sistema econômico privilegiado, que, de longe, não sente a crise econômica brasileira. Segundo ele, o lucro dos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) no 1º semestre de 2016 chegou a R$ 29,7 bilhões.

O presidente do Sindicato dos Bancários lamentou que, em contrapartida, houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, mais de 34 mil empregos foram reduzidos pelos banqueiros.

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