sexta, 19 de abril de 2019
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Após retirada de mangueiras, PMJP planta novas árvores

Lucilene Meireles / 23 de janeiro de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
Por serem antigas, as árvores da região central de João Pessoa são as mais susceptíveis a infestação de fungos, cupins, além do mais conhecido e que costuma afetar principalmente as mangueiras, o Mal do Recife. Em 2018, foi necessário retirar 62 árvores na Capital por conta destas situações, mas a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) tem feito a substituição. Só ontem, foram replantadas dez mudas na Avenida Maximiano Figueiredo e até o final do ano serão mais de 40 mil.

“Das árvores que foram retiradas, algumas estavam com fungos, outras com Mal do Recife. Passou um período de repouso e agora estamos trazendo as mudas adaptadas para o local. São 10 mangueiras na Maximiano”, destacou o engenheiro florestal Anderson Fontes, chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Semam. Ele explicou que a poda feita de forma equivocada pela população, sem o acompanhamento de um profissional, contribui para o surgimento dos problemas.

“O manejo inadequado causa ferimentos nos caules das árvores, nos galhos, e faz com que elas sofram”, observou. Por isso, em áreas de residência, é preciso que a população ligue para que os técnicos da Semam orientem.

Outra situação que interfere no vegetal é, por exemplo, o cimento ao redor da árvore. “Isso acaba sufocando a árvore na calçada pavimentada. Ela não respira pelo sistema radicular, por conta do solo impactado, e pode morrer. O homem contribuiu com toda essa situação”, enfatizou.

Além disso, a idade das árvores também contribui para que adoeçam.

“Consideramos a proporção da idade, ou seja, as árvores mais antigas que estão no Centrão de João Pessoa. Com estas, temos mais cuidado pela vulnerabilidade em relação à idade, mas temos acompanhado as demais”, acrescentou Fonte.

Formas de recuperar. As árvores da cidade são acompanhadas de forma permanente pelas equipes de técnicos da Semam e as formas de recuperação dependem do diagnóstico.

Normalmente, conforme Anderson Fontes, é necessário coletar material para análise e observar se há fungo. Há tratamentos para este caso e ainda para cupins.

Além destes, as podas programadas são realizadas uma vez por ano ou, fora desse prazo, quando estão, por exemplo, atrapalhando o semáforo.

Pomar urbano. Dentro do programa de plantio 2019, serão disponibilizadas, em breve, mudas de mangueiras e outras árvores frutíferas em bairros mais afastados do centro, formando um pomar urbano, com pitombeiras, abacateiros, mangueiras que, além da sombra, oferecem os frutos. “O manejo das frutíferas em área urbana é diferente, não pode estar podando direto porque acaba facilitando a entrada de fungos. A poda é uma ferida aberta nas árvores, embora existam aquelas mais resistentes”, disse Anderson Fontes.

Coqueiros do Bessa. A Semam está analisando as condições de 17 coqueiros gigantes no bairro do Bessa onde, no último dia 11, um deles caiu, atingindo pelo menos três veículos. As avaliações devem ser concluídas em março.

“Eles estão sendo estudados. Observamos o sistema radicular e monitoramos para ver se terão que ser substituídos por uma variedade menor”, explicou Anderson Fontes, chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Semam.

Origem na Índia



As mangueiras são uma tradição na arborização urbana da cidade, mas elas não são típicas do Brasil. A manga veio da Índia e se adaptou ao clima Tropical do País. As árvores chegam a atingir 25 metros de altura, com uma copa frondosa e densa, que proporciona grandes áreas de sombra.

É muito utilizada como abrigo nos vilarejos, jardins domésticos e grandes pomares e áreas rurais. A indução da floração das mangueiras por processos químicos e pelo controle da temperatura e da irrigação permite que ela floresça e frutifique o ano todo. Na Índia, que é a região nativa da espécie, as flores surgem de janeiro a março e os frutos amadurecem de abril a julho.

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