segunda, 24 de junho de 2019
Cidades
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Ambulantes fazem mobilização e paralisam trânsito nas ruas do centro de JP

Bárbara Wanderley / 11 de janeiro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Os vendedores ambulantes voltaram a protestar. A mobilização parou parte do Centro de João Pessoa na manhã dessa quarta-feira (10). Eles se queixam da ação de agentes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e dizem que eles estariam apreendendo as mercadorias e impedindo-os de trabalhar.

O protesto teve início no Parque Solon de Lucena e seguiu para o Paço Municipal, onde parou o trânsito. O fluxo de veículos nessa região do Centro ficou interrompido por cerca de quatro horas.

Segundo o vice-presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes, Josemar Muniz, as ações que visam retirar os ambulantes das ruas vêm ocorrendo no Centro e também na praia. Ele afirmou que os protestos vão continuar até alguém da Prefeitura recebê-los para conversar.

No Parque Solon de Lucena a presença dos ambulantes se tornou um problema para motoristas e pedestres pelo fato de os vendedores ocuparem ruas e calçadas de forma desordenada, obstruindo passagens. Josemar Muniz, afirmou, no entanto, que já foram apresentadas soluções alternativas para a Prefeitura.

“Temos o projeto ‘Shopping a Céu Aberto’, que seria fazer um calçadão ali na Avenida Santos Dumond, padronizando todos os ambulantes. O Banco Cidadão poderia emprestar o dinheiro e trabalharíamos de forma centralizada e organizada. Assim não teríamos esses problemas, pai de família ter que estar brigando com a Prefeitura como se fosse bandido”, disse.

Na frente do Paço Municipal, Regivaldo Marcolino de Sousa Júnior, que veio de Pombal com algumas pessoas que precisavam realizar exames médicos, estava preso no bloqueio há cerca de 20 minutos. “O jeito é esperar”, disse ele. Quando souberam da situação, os manifestantes deixaram o veículo passar, assim como alguns outros carros que tinham idosos e crianças entre os passageiros.

Quem se locomove de transporte público não teve a mesma sorte. O aposentado Marcelo Duarte estava esperando o ônibus há 40 minutos, mas todos os coletivos estavam presos no bloqueio. “Entendo os motivos deles, todo mundo precisa trabalhar, mas eles deveriam fazer de uma forma que não prejudicasse todo mundo assim. Tenho um compromisso com hora marcada”, comentou.

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