terça, 12 de dezembro de 2017
Água
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‘Tem água de sobra’, diz presidente da Aesa

Gabriel Botto / 20 de setembro de 2017
Foto: Chico Martins
O presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), João Fernandes, disse nesta quarta-feira (20), que tem água sobrando no açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão. “A Agência Nacional das Águas (ANA), Aesa, Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) e o governo do Estado vão recorrer dessa decisão, nós entendemos que o juiz tem todo direito de conceder a liminar, mas nós temos o dever de tentar convencê-lo novamente e mais do que isso, convencer o Tribunal Regional Federal (TRF), que nós tomamos uma decisão com base em dados técnicos”, disse o presidente da Aesa, João Fernandes, em entrevista à Rádio Correio SAT/98 FM. Veja vídeo.

De acordo com João Fernandes, a água que chega a Boqueirão é suficiente para a demanda da população da região de Campina Grande e que, em breve, a situação será normalizada. “Hoje, em Boqueirão, a quantidade de água é mais do que suficiente para se fazer a suspensão das restrições e do racionamento na cidade de Campina Grande e região. Infelizmente o juiz entendeu diferente, mas estamos preparados e convencidos que em breve a normalidade voltará para o povo de Campina grande, que terá acesso à água”, relatou João Fernandes.

“Nós tínhamos 12 milhões, agora temos mais de 35 milhões de metros cúbicos. Em menos de 20 dias temos acumulado um saldo positivo de um milhão de metros cúbicos, depois de retirada para Campina e região, evaporação e agricultura de subsistência, então não temos que nos preocupar com isso, tem água sobrando para abastecer quem mais precisa”. Completou o presidente da Aesa.

Eixo norte

Segundo o presidente da Aesa, as obras do eixo norte da transposição voltaram à ativa e que, caso o prazo da obra seja cumprido pelo governo federal, as águas do Rio São Francisco chegarão a São José de Piranhas no início de 2018. Essa parte da obra da transposição atende o Sertão da Paraíba.

“As obras do eixo norte foram retomadas depois de quase um ano perdido, por conta da empresa que fazia a Meta 1, que tem as três estações elevatórias foi declarada inidônea, sendo assim, teve o contrato rescindido, mas o Governo Federal conseguiu contratar outra empresa que já começou a trabalhar e esperamos que o Governo cumpra o prazo para entrega da obra, que é no começo de 2018”, finalizou João Fernandes.

Assista abaixo:


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