sábado, 23 de janeiro de 2021

Água
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Retirada de água do Rio Paraíba prejudica enchimento do açude Boqueirão

Wênia Bandeira / 23 de novembro de 2017
Foto: Reprodução
As retiradas de água ao longo do Rio Paraíba maiores que as permitidas podem estar prejudicando o aumento do volume do açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, com o fluxo da água vinda da Transposição do Rio São Francisco, de acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa).

De acordo com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), em 16 dias, o açude aumentou apenas um centímetro. Segundo a Aesa, o problema pode estar sendo causado por retiradas de água ao longo do Rio Paraíba maiores que as permitidas, ou seja, os ribeirinhos estariam abusando do direito de tirar água. “Como a fiscalização por parte da ANA (Agência Nacional de Águas) não está sendo feita, não sabendo exatamente quanto está sendo retirado da bacia”, comentou o presidente da Aesa, João Fernandes.

Hoje, o consumo permitido por usuário é para o abastecimento de meio hectare de terra irrigada, explicou o presidente da Aesa, João Fernandes. Ele ainda salientou que tem entre dois e quatro fiscais por área ao longo do rio, mas está atualmente sem apoio da ANA para ajudar nas fiscalizações. Por este motivo, ele está em Brasília para falar com a Agência sobre a presença de fiscais na área. A ANA explicou que as fiscalizações são feitas de acordo com denúncias recebidas ou fiscalização anual do órgão. A assessoria de imprensa informou que não há registros de denúncias nos últimos meses

Não há risco

Segundo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), o volume baixo do açude ainda não é preocupante. “No ponto de vista no abastecimento de água não há interferência porque continua com o mesmo percentual acima do volume morto, que é o limite para operar sem racionamento”, falou o gerente da Cagepa em Campina Grande, Ronaldo Meneses.

A empresa está captando 1.100 litros de água por segundo e a última resolução da ANA autoriza retirar até 1.300 litros por segundo. A utilização ao longo do rio para irrigação, consumo de subsistência, está fora deste número, afirmou Ronaldo.

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