segunda, 16 de setembro de 2019
Água
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População de CG reclama de água com sabor ruim e odor diferente

Wênia Bandeira / 06 de julho de 2018
Foto: Chico Martins
Pelo menos 600 mil pessoas das 19 cidades abastecidas pelo açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, estão recebendo água com cheiro e sabor ruins. A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou que ainda não sabe o que está acontecendo, mas há suspeitas de que algas sejam as causadoras do problema.

O estudante Daniel Oliveira falou que está com medo de utilizar a água que está chegando na torneira. “Não tenho coragem sequer de fazer suco e preparar alimentos porque não sei se pode provocar alguma doença. O cheiro de inseticida é muito forte”, afirmou.

Segundo a Cagepa, a suspeita é de que as algas Geosmina e Metil-isoborneol (MIB) estejam provocando o problema. A empresa coletou amostras em algumas casas e vai enviar para um laboratório em São Paulo.

O gerente regional da Cagepa Borborema, Ronaldo Menezes, explicou que os técnicos da companhia não encontram mudanças na salinidade e na microbiologia da água. De acordo com ele, isso quer dizer que as alterações não provocam danos a saúde.

“O açude de Boqueirão passou por muitas modificações. Por exemplo, chegou a 2% e isso fez com que modificasse microbiologias em seu leito. Depois começou a entrar água pela transposição e chuva e agora parou de entrar água. Com isso tem uma grande população de seres convivendo e disputando espaço”, detalhou.

Ronaldo disse que, enquanto aguarda o resultado dos exames, medidas estão sendo adotadas. A Cagepa voltou com a captação superficial flutuante pelas bombas, o que era feito quando o manancial estava com baixo volume. Esta captação diminuirá os maus cheiro e gosto porque as substâncias decantam.

A alga é uma cianobactéria, que libera duas toxinas chamadas geosmina e MIB. De acordo com estudos anteriores, não há possibilidade de afetar a saúde dos consumidores, se o tratamento estiver sendo adequado. Desta forma, deve-se evitar retirar água direto de Boqueirão sem o tratamento feito pela Cagepa.

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