quinta, 06 de maio de 2021

Água
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Chuvas livram CG e mais 17 cidades de carros-pipa

Wênia Bandeira e Katiana Ramos / 01 de maio de 2018
Foto: Arquivo
Campina Grande e outros 17 municípios estão com o abastecimento de água pela Operação Carro-Pipa suspenso. O Exército, responsável pela ação, informou que a situação de estiagem em que se encontravam essas cidades foi reavaliada e que, com o acúmulo de água nos reservatórios por conta das chuvas, não há necessidade do envio dos veículos para atender aos moradores dessas localidades. A informação é do Ministério da Integração Nacional. Segundo o último levantamento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 12 açudes estão sangrando na Paraíba.

“O aporte de volume de água de chuva está alto em nos açudes da região. Não tem mais necessidade de continuar com a operação nestas cidades”, explicou o comandante do 31º Batalhão de Infantaria Motorizada, coronel Márcio Rogério.

Segundo o Ministério da Integração, os registros do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil - sistema de acompanhamento regular e periódico da situação regional -, apontam aumento de chuvas em diversas regiões nos últimos meses e a redução do nível de severidade da seca. Com isso, a incidência de chuvas modificou a realidade de diversos municípios. Esse é um dos requisitos utilizados para apoio do Governo Federal à população em situação de emergência.

Ainda conforme o Ministério, atualmente, a Operação Carro-Pipa atende a 157 municípios paraibanos, beneficiando uma população mais de 336 mil pessoas. Esses números de municípios e habitantes variam em função da dinâmica da Operação, particularmente, pelas mudanças climáticas.

Cheios

Até ontem, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 12 açudes estavam sangrando na Paraíba e outros 17 estavam em situação crítica (com volume menor do que 5% da capacidade). O manancial Brejinho, na cidade de Juarez Távora, sangrou durante o fim de semana e agora está com 809.980 metros cúbicos, o que representa 102,66%, de acordo com a Aesa.

Chuvas em CG e JP

A precipitação também gera preocupação. Em Campina Grande, o prédio do antigo Cine Capitólio é um edifício que corre risco de desabamento, segundo a Defesa Civil Municipal. O local está no centro da cidade e tem vários transeuntes, além de vendedores ambulantes que fixam suas bancas embaixo da marquise do prédio. A chuva fez acender o sinal de alerta e é possível que o lugar seja evacuado para evitar acidentes graves.

“A gente vem acompanhando o cenário desde 2013, por conta da dinâmica da estrutura, da falta de manutenção, das rachaduras que começam a aparecer, e a gente identificou que onde não havia risco, hoje em dia infelizmente já existe”, contou o coordenador da defesa civil, Ruiter Sansão.

A secretária de Obras, Fernanda Ribeiro, disse que existe um projeto desde 2013 e que já foi modificado para atender critérios do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estado da Paraíba (Iphaep), já que o prédio é tombado. Uma reunião será realizada com os técnicos dia 17, às 14h, no Ministério Público da Paraíba para definir como será realizada a obra.

Na Capital, o volume de chuva ontem foi o maior do Estado e correspondeu a 16,1% dos 263,9 mm esperados para abril. A chuva causou transtornos para os pedestres, que tiveram que enfrentar calçadas alagadas e bueiros estourados, principalmente no Centro.

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