sexta, 21 de setembro de 2018
Água
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Chuvas deixam moradores ilhados e sem aulas na PB

Ainoã Geminiano e Wênia Bandeira / 18 de abril de 2018
Foto: CÍCERO ARAÚJO
Se por um lado o sertanejo paraibano está comemorando a chegada da chuva, por outro está precisando se virar com os transtornos das enchentes, registradas no último final de semana. Em várias cidades, a infraestrutura da região não estava preparada para receber tanta água e os moradores estão sendo afetados.

No município de Aguiar, no Sertão, moradores da comunidade Lancha II estão ilhados desde o final de semana, após o sangramento de um açude. Em Taperoá, no Cariri, as aulas da rede pública foram interrompidas após uma estrada ser encoberta pela enchente.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPPB), a comunidade Lancha II ficou ilhada em consequência de um erro de Engenharia na construção do açude. No planejamento da obra, a Prefeitura não teria incluído o acesso para a comunidade, nem retirou as famílias do local.

O agricultor José Alves Firmino é um dos moradores que desabrigados. Ele lembrou que, durante a construção do açude, foi informado de que sua propriedade não estaria em perigo, no caso de cheia do manancial. “Quando fizeram o batimento de nível, disseram que não tinha como a água chegar em nossas casas. Agora estou sem ter onde morar, com tudo alagado aí”, reclamou. Segundo José Alves, uma assistente social da prefeitura disse que os moradores prejudicados receberiam casas novas. Já a dona de casa Josefa Maria da Silva, falou da solução para se locomover. “Hoje (terça-feira) chegou essa canoa para nos servir de transporte. Antes a gente estava atravessando em uma bóia”, disse.

O prefeito Lourival Lacerda disse que já está trabalhando para fazer a remoção das famílias. “Temos um projeto, em execução, para construção de 50 casas, das quais 30 serão para a Comunidade Lancha. Houve problema com a construtora, que parou as obras e há dois meses voltou a construir. Nas casas só falta janela e reboco”, detalhou. Segundo ele, o projeto de construção das casas é parte de um consórcio composto por 18 cidades, iniciado em 2015, que vai erguer 663 casas, com previsão de entrega o mês de junho.

Sem passagem. Em Taperoá, as cheias também comprometeram a mobilidade, a ponto de provocar a suspensão das aulas da rede pública. O problema é que a água de um açude que sangrou, encobriu a estrada que liga a cidade à zona rural e impediu o deslocamento dos moradores dos sítios. “Há alguns dias a Prefeitura vinha fazendo paliativos nessa estrada. A água levava um pedaço, nós consertávamos, mas chegou a um ponto que não tinha mais como consertar. Daí fizemos uma reunião e achamos que não seria justo continuar as aulas apenas com os alunos da cidade, porque os estudantes da zona rural, que são muitos, ficariam atrasados no conteúdo”, explicou a secretária de Educação do município, Flaviana da Silva.

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