terça, 26 de janeiro de 2021

Água
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Após um mês de inauguração da Tranposição, racionamento é rotina e comunidade ficou isolada

Renata Fabrício / 09 de abril de 2017
Foto: ANTÔNIO RONALDO
Um mês depois de o presidente Michel Temer abrir a última comporta do Eixo Leste da Transposição em Monteiro, Cariri da Paraíba, a realidade do abastecimento de água na cidade ainda não se modificou. Contudo, a água já isolou moradores de comunidade em Camalaú.

Com a inauguração da obra, a expectativa de quase 1 milhão de paraibanos reascendeu. Monteiro, porta de entrada do Projeto de Integração do São Francisco, se tornou uma cidade turística.

A água do São Francisco se somou às chuvas do último final de semana, uma precipitação de 120 milímetros e o açude São José II sangrou – um espetáculo da natureza que não se via há muito tempo. O que não chegou ainda foi água nas torneiras.

O restaurante de José Bonifácio de Monteiro, 59, funciona há 32 anos em frente à igreja matriz da cidade. Para ele a Companhia de Água e Esgotos (Cagepa) precisa regularizar a situação do abastecimento de água, modernizando a encanação.

“Temos um problema sério em Monteiro, que é a adutora de 150 mm e não abastece mais a cidade. Ou o Governo toma atitude de fazer uma adutora de 300 mm ou a gente vai continuar sem água. A água daqui vem de três cantos pra suprir a cidade, mas que nem atende a prédios, porque não tem pressão. A água não está regular e a cidade é abastecida por canos de amianto. Disseram que Monteiro vai ser a única cidade que vai ter água todos os dias. Quero ver”, conta o comerciante que usa água de poço para os serviços gerais e água mineral para os pratos do cardápio.

Perto dali, ainda no Centro, fica a Escola Municipal Tiradentes. Com 650 alunos no total, a unidade de ensino é abastecida com água de um poço perfurado em uma creche que fica no terreno dos fundos. A “gambiarra” é para ter como fazer a limpeza do local. O diretor da escola Nielson Barros Mota, 35, mostra a torneira sem água.

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