sábado, 19 de outubro de 2019
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Açude sangra e outros aumentam volume de água na Paraíba

Wênia Bandeira / 02 de abril de 2019
Foto: Chico Martins
O fim de semana foi de comemoração em várias cidades da Paraíba, com pelo menos um açude sangrando e outros ganhando um grande volume de água. Todo o aporte foi oriundo da chuva que caiu pelo Estado, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).

O açude Emas, localizado na região de Piancó, chegou a 102,84% (2.07 milhões de metros cúbicos) de sua capacidade e está transbordando desde ontem. O manancial abastece a cidade de Emas e os recursos excedentes seguem para Coremas, que entrega água nas torneiras de 16 municípios e dois distritos.

Na última sexta-feira, Emas estava com 64,42% (1,297 milhão de metros cúbicos). O reservatório subiu 773 mil metros cúbicos em apenas em três dias de precipitação na região de Piancó.

O presidente da Aesa, Porfírio Loureiro, explicou que esta sangria também vai chegar a mananciais que também foram recarregados pela chuva. “O Cachoeira dos Cegos ganhou 14% apenas neste fim de semana e vai receber o que está sangrando em Emas”, contou.

O açude de Coremas também foi beneficiado pela chuva. A recarga foi de 18,2 milhões de metros cúbicos de quarta-feira até ontem. E a previsão da Aesa é continuar chovendo nestas regiões.

“Esta é a época de maiores aportes. Nos meses de março e abril, temos o período chuvoso, é quando esperamos que chova e que os açudes tenham grandes recargas e, pode ter certeza, hoje estes volumes já estarão ainda maiores e com a possibilidade de algum outro manancial sangrar”, declarou Porfírio Loureiro.

Manancial



Com a Transposição do Rio São Francisco paralisada desde fevereiro, o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, passou a contar só com a chuva. O manancial deve alcançar um bilhão de metros cúbicos esta semana. “Boqueirão subiu mais de cinco milhões de metros cúbicos desde sexta-feira com a ajuda de São Pedro, como a chuva continua na região, deve ter um grande novo aporte,", afirmou o presidente da Aesa.

Porfírio falou que a Transposição foi paralisada a pedido do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) do Ceará, mas não retornou dentro do prazo estipulado.

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