terça, 24 de abril de 2018
Cidades
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Ação dos bandidos provoca prejuízos materiais, mas também deixa sequelas

Ainoã Geminiano / 06 de agosto de 2017
Foto: Rafael Passos
Dados do programa "Paraíba Unida pela Paz", do Governo do Estado, mostram que somente na primeira metade deste ano, 629 pessoas foram assassinadas no Estado. A Secretaria da Segurança não divulga os dados, mas o site "Onde fui roubado", criado para catalogar os assaltos em João Pessoa, tinha até ontem, 763 notificações de roubos na Capital, que causaram um prejuízo estimado superior a R$ 1 milhão.

Além de estatísticas e prejuízos financeiros, a violência tem provocado doenças, algumas capazes de matar ou inutilizar as vítimas. Já se foram três meses e a atendente Raquel Alves do Nascimento, 28 anos de idade, não consegue voltar a ter uma vida normal e se livrar das sequelas que ficou após o último assalto que sofreu.

Corre sem se dar conta quando ouve barulhos com qualquer semelhança com tiros, tem crises de choro a partir do nada, pânico de ficar filas, insônia e desconfia de qualquer pessoa que se aproxime. Esses são alguns dos sintomas que afetam pessoas com EPT. Uma doença que pode afetar pessoas que passam por qualquer episódio de violência e que pode levar a sequelas irreversíveis, se não for diagnosticada e tratada corretamente.

Raquel foi vítima de dois assaltos, no local de trabalho e está afastada das atividades há mais de um ano, sem previsão de retorno. O segundo assalto foi um episódio grave mas, para o psicanalista clínico, Tibério Pessoa, não precisa que a violência sofrida seja de alta complexidade. O alerta do especialista é para a possibilidade de sequelas que podem levar a problemas cardíacos graves, transtornos hepáticos e neuromusculares, podendo comprometer inclusive a capacidade de locomoção.

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