terça, 02 de março de 2021

Centro
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Vendedores ambulantes invadem as ruas do centro de João Pessoa em busca de espaço

Lucilene Meireles / 31 de maio de 2017
Foto: Nalva Figueiredo
Os vendedores ambulantes estão deixando as calçadas do Centro de João Pessoa e se instalando no meio da rua. A invasão atrapalha pedestres e motoristas que passam pelas vias ocupadas e coloca em risco, inclusive, a segurança dos vendedores. Enquanto eles reclamam, a Prefeitura, por sua vez, não define de quem é a responsabilidade de fiscalizar.

O chefe de Fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), José Lenildo Leite da Nóbrega, explicou que, se a ocupação for na via, o assunto é tratado com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob). “Conosco é na calçada”, enfatizou. Já o superintendente de Mobilidade Urbana, Carlos Batinga, garantiu que a Semob só atua quando se trata de veículos. “Neste caso, é com a Sedurb”, garantiu.

Enquanto a Prefeitura não define que é, de fato, o órgão responsável pela fiscalização desses vendedores, eles continuam ocupando cada vez mais espaço.

Perigo de acidentes

A esquina do Parque Solon de Lucena com a Rua Desembargador Souto Maior é um dos locais onde o problema é evidente. É o que observou o funcionário público Luciano Sousa, que considera complicado dirigir nesse cenário. “Atrapalha muito porque diminui o espaço dos motoristas e pedestres que são obrigados a dividir a via. Ao redor dessas barraquinhas de açaí, tapioca, frutas, as pessoas sempre ficam lanchando. Além de obstruírem parte da via, prejudicam a visão do motorista deixando o local bem mais perigoso”, declarou. Isso, segundo ele, sem contar com alguns motoristas que param para comprar lanche atrapalhando ainda mais o trânsito.

O comerciante de frutas, Davidson Martins, é um dos que ocupa uma parte da pista. Embora admita que o local é bem movimentado, ele disse que seu comércio não altera o movimento de carros e nem de pedestres. “Tem quem reclame, mas é uma minoria”, assegurou. Outro ponto onde o problema acontece é no cruzamento da Rua Eliseu César com a Treze de Maio. O carrinho de lanche do comerciante José Maria Raiff está bem na esquina, mas segundo ele, nunca houve reclamação nem de motorista, nem de pedestre. Não é o que pensa a estudante Missilene Francisca Sobrinho. “Atrapalha muito em qualquer ponto onde se instalem na rua. A presença das barracas e carrinhos causa tumulto e não dá para passar. Deveriam ter um local fechado para trabalhar, liberando as ruas”, sugeriu.

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