terça, 17 de julho de 2018
Carnaval
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‘Virgens de Tambaú’ desfilam com muita irreverência

Érico Fabres / 05 de fevereiro de 2018
Foto: Assuero Lima
Há 31 anos o Bloco das Virgens de Tambaú saía pela primeira vez nas ruas de João Pessoa. O trio elétrico era um Chevette com uma caixa de som no teto. A população foi atrás e gostou. A brincadeira que começou com dezenas de pessoas, hoje vive na expectativa de atrair 500 mil foliões, de todos os sexos e gêneros. Família ou não família. Adultos e crianças. Marchinhas, frevo e até rock n’ roll. Até mesmo os sorrisos são distintos, dos que usam aparelho aos que faltam dentes. A única coisa que não é diferente é o sentimento: a alegria toma conta de todos.

No decorrer do tempo, o bloco, que era conhecido como dos homens que se fantasiavam de mulheres, mudou. Hoje, já não existe essa distinção, homens, mulheres, gays, lésbicas, travestis, todos dão uma aula sobre tolerância que pouco se encontra no dia a dia da sociedade e se integram em uma única linguagem, a da descontração. De acordo com o diretor das Virgens de Tambaú, Euclides Menezes, a ênfase dada neste ano ao evento é o de respeito ao próximo e também de respeito à vontade das pessoas. “O não é não, seja para homem, para mulher, para qualquer sexo ou gênero, é preciso respeitar, e é isso que queremos passar”, diz.

Neste ano, foram nove trios tocando os mais variados estilos musicais, saindo da Epitácio Pessoa e terminando na praia de Tambaú com seis bandas tocando em um palco montado na beira da praia. A cantora Márcia Fellipe foi a atração principal do desfile do bloco.

 

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