domingo, 17 de janeiro de 2021

Carnaval
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Garanta o pique na folia com uma dieta especial para o carnaval

Lílian Moraes / 11 de fevereiro de 2017
Foto: Arquivo
 

Seja no Carnaval de rua, no salão ou atrás de um trio elétrico, dançar a noite inteira requer muita energia, já que são consumidas em média 800 calorias por noite de folia. A informação é da nutricionista funcional Cláudia Oliveira. “Para aguentar essa maratona até o fim, sem se cansar no meio da noite ou passar mal durante a festa, conte com uma alimentação equilibrada e uma hidratação adequada”, ensina.

Modelos, atrizes, cantoras e apresentadoras como Sabrina Sato reforçam a alimentação para agüentar a maratona das festas.  A apresentadora inclui pão integral na dieta, castanha do Pará, mix de oleoaginosas como nozes, pistaches, castanha de caju e uma proteína no almoço e no jantar como carne, frango e peixe, além de suco e frutas.

A nutricionista Cláudia Oliveira garante que os carboidratos são essenciais. “Consuma alimentos fonte de carboidratos como: batata doce, inhame, macaxeira. Eles são responsáveis pela formação da energia que será gasta durante a festa. Os grãos integrais, as nozes são alimentos fonte de vitaminas do complexo B, que participam do metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídeos, favorecendo a formação de energia”.

A nutricionista lembra que se deve beber muita água para hidratar o organismo. “Água, inclusive a de coco, suco de frutas e bebidas isotônicas são as bebidas mais indicadas para o consumo antes, durante e depois da folia”, diz. Para quem gosta de tomar uma cervejinha, a nutricionista dá uma  dica interessante. "Para cada copo de cerveja, tomar um copo de água, assim o corpo ficará hidratado e dificilmente a pessoa irá  se embriagar”.



A nutricionista diz que é possível garantir a energia necessária de maneira saudável fazendo uma refeição completa ou um lanche simples:

Refeições completas: monte o seu prato incluindo carne magra, carboidrato ( batata doce  ou inhame), salada e legumes cozidos, suco de fruta.

Lanche simples: monte um sanduíche incluindo, além do pão integral, um alimento fonte de proteína (frango desfiado, roast beef, atum em óleo(escorrer bem o óleo) ou queijos do tipo branco, cottage, ricota,) + salada + fruta ou suco de frutas.

O QUE NÃO COMER

De acordo com Cláudia Oliveira, mas do cuidado com a alimentação é preciso ter cuidado nos alimentos que não podem entrar na dieta  durante os dias de folia.

Fuja das gorduras!

Alimentos gordurosos devem ser evitados, pois além de muito calóricos, têm uma digestão lenta e difícil. Portanto, se quiser manter longe a indisposição e cansaço evite carnes gordas, frituras, salgadinhos e doces calóricos.

Procure evitar também alimentos que provocam a formação de gases, como feijão, couve, brócolis, couve- flor, lentilha, milho, pepino, abacate, melancia e melão. Eles podem causar indisposição, cólica e desconforto intestinal atrapalhando a festa. O açúcar dos doces também fermenta no intestino podendo causar gases.

Hidratação

A reposição adequada de líquidos é uma alegoria importante no desfile pois há muita perda de líquidos, por meio do suor, ao dançar a noite inteira.. Os cuidados com a hidratação poupam os músculos da fadiga. Portanto, beba muita água, água de coco, sucos antes, durante e depois da festa.

Cuidado com o álcool!

De acordo com a especial, o álcool em excesso provoca ressaca, sede, dor de cabeça e náuseas, além de outras conseqüências mais sérias acarretando prejuízos de estômago, fígado, hipertensão arterial, perda de memória entre outros. “Além disso, o álcool provoca efeito diurético que pode ser agravado com o aumento da sudorese durante a folia. Sem contar que, quanto maior o teor alcoólico de uma bebida, mais calorias ela apresenta”, explica. E alerta: “Se beber, modere na quantidade e capriche na ingestão de água e alimentos fonte de potássio, como por exemplo damasco seco, cacau, , banana, germe de trigo e caldo de carne para compensar”, observa. “Além disso, não descuidar na ingestão de carboidratos ameniza os sintomas de ressaca”, afima Claudia Oliveira

Fígado: médico alerta contra remédios populares



Medicamentos vendidos em flaconetes e ampolas não têm qualquer ação  sobre o organismo, afirma especialista.  Mal-estar, dor de cabeça, náuseas e vômito são os sintomas mais comuns de que o fígado está sofrendo as conseqüências da má digestão ou do consumo excessivo de álcool. Nesses casos, as pessoas costumam recorrer aos medicamentos populares, vendidos em flaconetes e ampolas, para combater os sintomas.

Na opinião do médico Joaquim Martins, esse tipo de medicamento já deveria ter sido recolhido das farmácias e drogarias. “ Os remédios não tem nenhuma ação comprovada sobre o organismo e acaba retardando um diagnóstico de maior gravidade”.

Segundo ele, sempre que o mal-estar persistir, o ideal é procurar o hospital mais próximo. “Nesses casos, após uma avaliação clínica, se o paciente não necessitar de pesquisas diagnósticas mais avançadas, receberá a medicação correta através de uma injeção intravenosa e será hidratado através de soro. Ocorre que, ao ‘tapear’ o organismo com qualquer uma dessas fórmulas populares, o paciente inicia uma luta contra o relógio, atrasando até mesmo diagnósticos como pancreatite – que pode causar a morte quando não tratada em tempo”, conclui o médico.

 

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