quinta, 26 de novembro de 2020

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Rodrigo Maia propõe poupança da criança se eleito

Adelson Barbosa dos Santos / 17 de março de 2018
Foto: Arquivo
De olho no eleitorado do Nordeste, o pré-candidato a presidente da República pelo Democratas, Rodrigo Mais, prometeu ontem, em João Pessoa, que seu plano de governo prevê a criação de um programa social complementar ao Bolsa Família, incluindo uma caderneta de poupança para cada criança, que poderá sacar o dinheiro quando atingir a maioridade.

Segundo Maia, o Bolsa família tira as famílias da extrema pobreza, mas não garante “mobilidade social”.

A ideia, segundo ele, é reunir todos os programas sociais de todos os ministérios, unificar os recursos e criar um programa único, com uma renda variável complementar ao Bolsa família e outra destinada à poupança.

Rodrigo Maia citou seis prioridades de um eventual governo do Democratas, mas assegurou que a educação será a mais importante. O deputado afirmou que o Brasil investe no ensino universitário nos moldes europeus, mas que é preciso mudar essa lógica.

“Com certeza, a proporção de investimentos em educação será diferente do que foi nos últimos anos”, disse Maia, acrescentando que o volume de recursos para o ensino fundamental e médio, em um possível governo do Democratas, será maior do que o volume destinado às universidades.

Segundo ele, o governo federal teria utilizado os investimentos nas universidades como “instrumento político”. Por isso, afirmou Maia, “quando o governo voltar a ter condições de investir, a preocupação com o ensino fundamental e médio e com as creches, será muito maior do que com as universidades”.

Redução dos gastos públicos

Para o presidenciável, “não adianta investir nas universidades públicas para atrair a classe média”. “As universidades públicas geram distorções”, reforçou.

Além da educação, como prioridade, ele citou a redução do tamanho do Estado brasileiro, redução dos gastos públicos, redução das desigualdades e investimentos em infraestrutura que garanta o crescimento pleno do Brasil, “gerando riquezas e empregos”.

A outra prioridade, das seis, é a segurança. Em relação á educação, ele disse que o País terá um, estado de condições permanentes de investimento.

O presidenciável disse que seu programa de governo, a ser apresentado à sociedade, será claro, transparente e objetivo. “O objetivo do programa será a mudança de vida das pessoas”.

Maia afirmou que a sociedade não aceita mais a polarização entre dois partidos. Isso, segundo ele, “gera violência política”. Citou como exemplo o radicalismo entre as diversas correntes políticas representadas na Câmara. “Isso atrapalha a sociedade”.

Volta à tranquilidade

De acordo com o parlamentar, a sociedade brasileira não aceita candidatos radicais à Presidência da República. “Quer um presidente que reúna condições para que o cidadão volte a viver com tranqüilidade”, acrescentou.

Indagado sobre o relacionamento com o presidente Temer, Rodrigo Maia respondeu que existem diferenças entre os dois e atacou o emedebista. “Por isso, ele está no MDB e eu, no Democratas, que tem uma compreensão diferente do Brasil. Creio que o projeto do governo é conseguir um candidato que defende seu legado. E eu quero construir o futuro do Brasil. Ele (Temer) quer um candidato para defender o passado.”

O presidenciável continuou nas críticas a Temer. “Quero deixar claro que existem muitas diferenças entre o Democratas e o MDB.

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