sábado, 23 de fevereiro de 2019
Arquitetura
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Azulejos da Igreja de São Francisco vão ser restaurados

Beto Pessoa / 18 de dezembro de 2018
Foto: Assuero Lima
Datados do final do século XVI, os azulejos do adro Igreja de São Francisco, em João Pessoa, seguem se desfazendo com o passar dos anos. Fruto da ação do tempo, da poluição do Centro e do vandalismo, muitos destes conjuntos perderam a forma original e seguem tentando resistir a uma realidade ainda amarga ao patrimônio histórico brasileiro.

De acordo com o chefe do Setor Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Paraíba (Iphan/PB), Raglan Rodrigues, no próximo ano um projeto de restauração, que está em fase de conclusão, deve contemplar toda a Igreja do São Francisco, restaurando também os azulejos portugueses. “Estamos desenvolvendo dois projetos de restauração integral, tanto para o São Francisco quanto para a Nossa Senhora do Carmo, firmados pelo PAC Cidades Históricas”, disse.

No Convento de São Francisco, o projeto prevê desde restauro da matéria e dos bens integrados e móveis, como também os processos de gestão e administração, que devem ser eficazes para que, concluídas as intervenções, o local seja preservado. Hoje, um conjunto de fatores influenciam na deterioração dos azulejos, explica Raglan Rodrigues.

O representante do Iphan/PB reforçou que o vandalismo e a criminalidade têm destruído as riquezas históricas da cidade.

“Nós temos, no Centro, uma área ocupada por gangues. Então enfrentamos desde pichações até mesmo a intervenção de turistas, que chegam para visitar o local e acabam escrevendo os nomes nos azulejos. Alguns tentam arrancar a pintura deles. Ou seja, depois do restauro, precisamos que a administração desses espaços coloque monitores para que trabalhem a conscientização da população”, disse Raglan.

 

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