quarta, 20 de janeiro de 2021

Aeroporto
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Preços elevados de passagens aéreas faz paraibanos recorrerem ao aeroporto do Recife

Érico Fabres e Fábio Cardoso / 20 de dezembro de 2017
Foto: Divulgação
O período de férias para o setor de aviação civil é onde os consumidores brasileiros mais sentem o aumento dos preços das passagens e, sobretudo, a diferença de preços praticados de um aeroporto para o outro. A reportagem fez um comparativo entre os voos que saem dos aeroportos de João Pessoa/Castro Pinto e do Recife/Guararapes e registrou uma diferença que supera 61% nos valores praticados pelas companhias aéreas.

Em um voo de pouco mais de 1h30 entre João Pessoa para Salvador, a Avianca estava cobrando R$ 1.123,39 (ida e volta) na pesquisa realizada no site da empresa às 14h45 de ontem. A saída seria no dia 18 de janeiro de 2018, com retorno no dia 31 de janeiro. Saindo do Recife para Salvador no mesmo período, o passageiro gastaria R$ 429,80, isto é, 61,70% a mais se comparado com o preço com voo saindo da capital paraibana - R$ 693,59 a mais.

O reflexo dessa diferença pode ser percebida nas agências de viagens de João Pessoa. De acordo com o vice-presidente da Abav-PB (Associação Brasileira das Agências de Viagens, seccional Paraíba), Luciano Lapa, a preço de hoje, cerca de 30% das pessoas optam para viajar para outros destinos trocando o aeroporto paraibano pelo pernambucano, mesmo tendo o gasto de tempo (cerca de duas horas entre as duas capitais) e do transporte, para destinos como Salvador e Maceió.

Redução de passageiros em 2017

Enquanto o Aeroporto de Guararapes, em Recife, teve um acréscimo de 13,05% no número de passageiros em 2017, o Castro Pinto, na Região Metropolitana de João Pessoa, teve uma queda de 11,78%% até novembro. Grande parte disso se deve à diferença de preços entre os voos que saem do aeroporto paraibano, a maioria das vezes bem mais caros que o de Pernambuco (muitas vezes mais que o dobro).

De acordo com dados da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), a malha aérea de Pernambuco teve um aumento de 139% entre 2014 e 2017, saindo de 21 para 43 destinos. Embora o Castro Pinto também tenha aumentado número de voos, a grande maioria, para destinos no Nordeste, principalmente, não são diretos, o que encarece muito o valor da passagem. Diferente da capital pernambucana, que apresenta voos sem paradas para grande parte do Brasil ou pelo menos para o Sudeste e Nordeste.

Quando as saídas de João Pessoa são diretas como as do Recife, os preços são relativamente equivalentes, já que se leva em consideração o gasto com gasolina ou transporte e estacionamento com o deslocamento até Recife. O mesmo acontece quando os dois aeroportos apresentam escalas ou conexões.

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