quarta, 24 de fevereiro de 2021

Acidentes
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Hospital Trauma de João Pessoa recebe três vítimas de atropelamento por dia

Katiana Ramos / 24 de maio de 2017
Foto: Diego Nóbrega
No primeiro quadrimestre deste ano, 363 pessoas foram socorridas para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, vítimas de atropelamento. São, em média, três pacientes com este perfil diariamente. Na noite da última segunda-feira (22), um idoso de 66 anos, engrossou as estatísticas deste tipo de acidente de trânsito ao ser atropelado, enquanto atravessava na faixa de pedestre, no bairro de Manaíra, na capital.

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O acidente aconteceu na Avenida Maria Rosa e o idoso foi atropelado por um motociclista. Câmeras de vigilância instaladas em imóveis na via registraram a ação e mostraram que o idoso ainda tentou correr para se livrar da colisão com o veículo. Ele ainda foi socorrido para o Hospital de Trauma, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

No mesmo dia em que o idoso morreu, o Hospital de Trauma recebeu ainda outros dois pacientes vítimas do mesmo tipo de acidente, sendo uma criança de 5 anos e um adulto de 59 anos. Ontem, outros dois pacientes deram entrada na unidade hospitalar. Todas as ocorrências de atropelamentos este mês, segundo os boletins divulgados pelo Trauma da capital, somam 35 pacientes, em 23 dias.

O número preocupante de vítimas de atropelamento reflete ainda a falta de respeito às regras de trânsito, tanto por parte dos condutores quanto dos pedestres. A chefe de Educação do Trânsito da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) da capital, Gilmara Branquinho, lembra que nem todos os pedestres têm conhecimento sobre as regras de trânsito ao atravessar as vias. Já os condutores devem atentar ainda para  sinalização vertical que alertam sobre a presença das faixas.

“A princípio, o condutor deve ter passado pelo treinamento nas autoescolas e sabem as regras de sinalização e da prioridade ao pedestre. Mas, nem todos os pedestres têm esse conhecimento. Por isso, os condutores devem ter um cuidado maior com o pedestres por ele ser mais frágil, sobretudo os idosos que andam com mais dificuldade ou não enxergam tão bem”, lembrou Gilmara Branquinho.

Ela alertou ainda que a sinalização vertical, como as placas de alerta, se sobrepõe sobre a horizontal, no caso das faixas apagadas, como aconteceu no caso do idoso atropelado em Manaíra. “Se o condutor observa a sinalização vertical, que está a 50 metros de cada faixa, mesmo que a faixa esteja apagada, é obrigação do condutor reduzir a velocidade e parar para o pedestre. Por sua vez, o pedestre também deve se posicionar visível na faixa e sinalizar que precisa atravessar. O trânsito seguro depende de todos”, frisou a representante da Semob.

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