terça, 24 de novembro de 2020

Acidente
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Número de acidentes domésticos com crianças aumenta no período de férias

Bárbara Wanderley / 23 de janeiro de 2018
Foto: DIVULGAÇÃO/TRAUMA-JP
No período de férias escolares aumenta muito a incidência de acidentes domésticos com crianças, conforme explicou o coordenador da Pediatria do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Fabiano Alexandria. Entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018, o hospital já atendeu 905 crianças até 12 anos, vítimas de acidentes domésticos. O médico atribui os números ao fato de as crianças passarem mais tempo brincando, seja em casa ou em locais externos como parques de diversão, piscinas e praias.

O Complexo Hospitalar Governador Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma) atendeu, de dezembro de 2017 até 7 de janeiro de 2018, 1.338 usuários de até 16 anos em ortopedia. Já o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, atende uma média de 35 crianças por dia no período de férias.

A maior parte das ocorrências está relacionada a quedas, que podem ser de diversos tipos, como quedas de moto, de bicicleta, da escada, da própria altura, etc. Logo em seguida vêm os corpos estranhos, que são objetos que a criança engole ou introduz no nariz ou nos ouvidos. “Algodão, pequenos pedaços de brinquedos, até chave já pegamos”, disse Fabiano. Em menor quantidade, mas ainda com números expressivos, estão pancadas, cortes, queimaduras, choques elétricos, intoxicações e afogamentos.

Segurança. Para evitar acidentes, dentro e fora do período de férias, os pais e cuidadores, como babás e professores, devem estar atentos o tempo inteiro. Crianças menores de quatro anos não devem ir ao banheiro sozinhas e não devem frequentar a cozinha, mesmo que seja sob supervisão.

“A cozinha é o ambiente mais perigoso da casa, tem muitos objetos perfurocortantes, produtos tóxicos e o próprio fogão. Mesmo com supervisão, se a pessoa ‘olhar de lado um segundo’ pode haver um acidente”, afirmou Fabiano Alexandria.

Segundo o médico, apenas crianças maiores devem ter acesso à cozinha, e sempre com um adulto por perto. Se uma criança menor precisar ficar no espaço, que seja em uma cadeirinha afivelada ou um cercadinho.

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