quarta, 20 de setembro de 2017
Transposição
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Energia solar ou eólica para sustentar a transposição do Rio São Francisco

Francisco Varela Neto / 18 de março de 2017
Foto: Antonio Ronaldo
A energia solar ou a eólica podem ser a solução para sustentar a transposição e seus gastos com energia elétrica nas estações elevatórias que trazem as águas do Rio São Francisco para o Nordeste. As bombas que dão vazão à água consomem uma quantidade de eletricidade que daria para abastecer toda a cidade de Campina Grande, segundo o deputado estadual paraibano Renato Gadelha (PSC). E é por conta desse gasto que o Ministério da Integração Nacional já está preparando um estudo para viabilizar o uso de fontes renováveis de energia no projeto de transposição.

A contratação deste estudo, conforme o Ministério da Integração, deverá ser feita até o início do próximo semestre e será em parceria com o Banco Mundial por meio do Programa Interáguas. A conclusão deste levantamento é quem irá dizer se a fonte mais viável para a transposição será a energia solar ou eólica e os custos desse projeto. "A previsão é concluir este processo de contratação até o início do próximo semestre deste ano", informou a assessoria do Ministério.

A energia que alimenta as subestações das elevatórias do Projeto São Francisco é fornecida pela rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN/ONS), por meio das conexões feitas com as instalações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

Neste primeiro momento de pré-operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco, a conta desses gastos com a energia está sendo paga, de acordo com o Ministério da Integração, de forma rateada entre os governos estaduais de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, beneficiados com a transposição.

Renato Gadelha

A questão sobre o consumo de energia da transposição do São Francisco foi levantada esta semana pelo deputado estadual Renato Gadelha, que disse que o gasto com as seis estações elevatórias daria para abastecer a cidade de Campina Grande.

“Essas seis estações de bombeamento funcionando dia e noite, 24 horas, o ano inteiro vão consumir energia igual consome a cidade de Campina Grande com mais de 440 mil habitantes. Então, em uma das visitas que nós fizemos a Sertânea e a Monteiro antes da inauguração, o ministro (Helder Barbalho) mostrou preocupação com o custo e nós em uma discussão informal, entendemos que uma solução para reduzir esse custo seria o uso de energia solar”, informou Renato Gadelha.

O parlamentar também falou que uma outra solução para o problema seria com energia eólica. “O sol é muito intenso aqui no nosso Nordeste e também em alguns casos, se for possível, a energia eólica e a gente disporia ao longo desses canais de placas fotovoltaicas para transformar a insolação em energia elétrica, isso poderia ser feito próximo às estações de bombeamento porque iria reduzir o custo substancialmente. Mas junto ao governo estadual e ao governo federal nós tínhamos que ver os gargalos, o que é que hoje cresce o valor das placas solares que são importadas, vamos ver o que é que pode incorporar tributos, se podemos fabricar essas placas ou componentes dela aqui no país e com isso reduzir o custo para o consumidor final da água do rio São Francisco”, explicou.

Ministro também aprova a ideia

De acordo com o deputado, o ministro Helder Barbalho também concorda com a ideia de uma fonte alternativa de energia. “O ministro quer isso, ele também participa e acha que é a solução, porque nós não precisamos fazer nem linhas de transmissão até essas estações que estão no meio do deserto, sem comunicação com nada. E a energia solar tem essa vantagem, você produz a energia no lugar que vai consumir E isso é que vai permitir uma redução significativa desses custos”.

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